Não foi a primeira vez que a Câmara Municipal de Campina
Grande, por alguns dos seus vereadores, se posicionou contra os interesses
da cidade para atender a vontade de seus líderes e adotar posições que
beiram o ridículo e se configuram de uma irresponsabilidade sem tamanho.
Foram novamente desmoralisados pela justiça e continuam passando uma
imagem extremamente negativa como pessoas públicas. Como não têm
competência para fazer oposição se utilizam de artifícios que fogem à boa
regra das práticas políticas e apelam para o absurdo. Não tendo decisão
própria obedecem cegamente ao que estabelecem seus comandantes. Agem
impulsionados pela paixão política e pelo desespero de quem se vê numa
situação aparentemente perdida.
A última façanha desses que se dizem representantes do povo, foi a
tentativa de “cassar” o prefeito Veneziano, instalando, por orientação do
presidente da Assembléia Legislativa e primo do governador Cássio Cunha
Lima, uma comissão processante para investigar denúncias de improbidade
administrativa contra o edil campinense. Estratégia que demonstra o
desapreço desses políticos aos mais elementares princípios da democracia ,
mas que, sobretudo, se mostra uma desatrada intenção de enfrentar a
majoritária aprovação de sua administração que vem refletir num
favoritismo na corrida eleitoral que acontecerá neste ano.
O argumento do afastamento do prefeito era de que, em respondendo
processo, deveria se afastar do governo. Será que esse pensamento é o
mesmo em relação ao governador que, não só responde a vários processos,
mas, mais do que isso, foi cassado duas vezes pelo Tribunal Regional
Eleitoral, e permanece no poder por força de uma liminar ? No caso do
prefeito não há julgamento, no caso do governador sim e por duas vezes.
Isso sem falar que existem ainda outros processos em curso.
Esses vereadores em outras oportunidades tentaram inviabilizar a gestão de
Veneziano não aprovando o orçamento e criaram dificuldades para equacionar
o problema da dívida astronômica do IPSEM herdada pelo atual prefeito. O
sentimento de responsabilidade pública e o senso de justiça não permitiram
que esses objetivos fossem alcançados.
Não satisfeitos buscam a forma mais antidemocrática possível de enfrentar
o sucesso administrativo do prefeito, afastá-lo do Palácio do Bispo,
revivendo os tempos autoritários da ditadura militar, querendo ganhar
contendas políticas na base da força.
Foi um “tiro-no-pé”. A população entre surpresa e estupefata, observa o
comportamento desses agentes políticos avaliando que a prática deles
contraria o discurso dos seus comandantes. Não dá para conviver com
posicionamentos dessa ordem nos tempos atuais. É legítimo que façam
oposição, que critiquem, que investiguem denúncias, que combatam possíveis
cometimentos de atos de improbidade administrativa, mas que se faça no uso
dos instrumentos adequados ao exercício pleno da democracia.
Eleição se ganha no voto. No convencimento dos eleitores com propostas e
mensagens sérias.
Espero que tenham aprendido a lição e não cometam mais asneiras que os
exponham à galhofa e ao ridículo. Presumo que sejam pessoas com um mínimo
de inteligência para fazerem um “mea culpa” e redirecionarem sua forma de
combater políticamente o prefeito. Até em respeito ao povo campinense.
