O Brasil é hoje a sexta população mais idosa do mundo,
formando um grupo de mais de quinze milhões de pessoas, o que equivale a
aproximadamente quatorze por cento da nossa população adulta. Esse número
deve alcançar cerca de trinta milhões até 2020, com uma renda que soma
sete e meio bilhões de reais ao mês. O envelhecimento da população
brasileira vem crescendo 3,2 % ao ano.
Isso nos remete a compreender que os idosos passaram a ser um fator de
equilíbrio social. Vinte e seis por cento das famílias brasileiras têm,
pelo menos, um idoso em casa, cuja renda é redistribuída no seu grupo
familiar, o que equivale dizer que são responsáveis pela manutenção de um
quarto dos lares do Brasil. Isso, verdadeiramente, muda o perfil
populacional do nosso país e enseja uma preocupação em se buscar a adoção
de políticas públicas norteando mudanças dos nossos sistemas de saúde e
previdenciário. Este é um desafio que precisamos enfrentar nos próximos
anos.
O aumento de expectativa de vida do brasileiro, que há cinqüenta anos, era
de 43 anos de idade, hoje está em torno de 68 anos. Melhor alimentação, a
prosperidade econômica e o avanço da medicina, tanto preventiva quanto
curativa, têm sido fundamentais para que esse fenômeno esteja acontecendo.
A população idosa sempre foi tratada neste país como se fosse um peso
social. Está na hora de acabarmos com a imagem dos “velhinhos-problema”. É
flagrante o preconceito etário nos ambientes de trabalho. Temos que
investir em programas de educação permanente e de recapacitação
profissional que aumentem as possibilidades de reinserção desses cidadãos
no mercado de trabalho. A capacidade produtiva dos idosos de nosso tempo
não pode ser questionada. São pessoas, em sua boa maioria, saudáveis e com
capacidade intelectual laborativa, e que não podem ficar a margem da
sociedade. Afinal de contas velhice não é sinônimo de doença.
Sou testemunha de um trabalho fantástico que vem sendo desenvolvido pela
prefeitura de João Pessoa, no Instituto de Previdência do Município,
quando volta sua atenção para valorizar os seus aposentados e
pensionistas, resgatando a sua auto-estima e incluindo-os social e
economicamente na população ativa de nossa cidade. Méritos ao prefeito
Ricardo Coutinho e ao ex-superintendente daquele órgão, vereador Edmilson
Soares. O prefeito de João Pessoa assume uma posição de vanguarda ao
definir políticas que tratam os idosos com a preocupação de proporcionar
uma velhice digna, respeitada e socialmente engajada na movimentação
econômica da nossa cidade.
Não podemos desconhecer que alguns avanços têm sido experimentados, tanto
no arcabouço jurídico nacional, com a edição do Estatuto do Idoso, quanto
com a criação de considerável quantidade de instituições e organismos
sociais que atuam no atendimento das mais variadas demandas dessa
população. Mas não ainda o suficiente para responder como devido às suas
necessidades. É importante que se intensifique um debate social
objetivando proporcionar e preservar uma boa qualidade de vida da pessoa
idosa.
