Não tem sido nada fácil para as pessoas do mundo inteiro conseguir
combater esse mal. Segundo a opinião de alguns, mais entendidos, se
tratava apenas de mais uma doença da moda. É, parece que eles se
enganaram, mais uma vez. Com certeza, essa não parece ser uma moda que
tenha vindo para passar. Veio mesmo foi para ficar. Pelo menos é o que tem
demonstrado muito bem.
Alguns, já bem mais extremistas, até se arriscaram a dizer que se tratava
da doença do século. Não sei de qual século eles estavam falando. Acredito
que do século vinte. Apesar de que, o estresse, também invadiu, sem
nenhuma cerimônia, o século vinte e um.
Sem querer destoar do assunto, mas, o fato é que essa doença tem uma
grande semelhança com um outro mal que também aflige muito o povo
brasileiro. Trata-se da CPMF. Pois é, por mais que a gente queira que ela
vá embora, mais ela insiste em ficar.
Opa! Isso não tem nada a ver. Ou será que tem? Afinal, a CPMF parece ser
até pior do que uma doença e se destaca também por ser um dos maiores
geradores de estresse, criados pelo governo, pois vive às custas,
exclusivamente, do dinheiro suado do povo brasileiro, que apenas assiste,
impotente, o mesmo ser sacado das suas contas sem nada poder fazer para
evitar. Ou seja, somos saqueados diretamente na fonte.
É, no final das contas, parece que não consegui ficar, nem um pouco, longe
do assunto, afinal, onde já se viu um motivo maior para alimentar o
estresse do que alguém meter a mão no bolso alheio sem a devida permissão.
Alguém já o disse bem. Que para atirar com a pólvora alheia, atiraria até
de canhão.
O estresse é uma doença que tem um gosto bastante eclético, (Se é que
doença tem gosto) e se forma também de maneiras bem variadas. Não
distingue idade, raça ou sexo. Gosta de todos. Forma-se ao longo de dias,
meses ou anos ou até repentinamente, criando, às vezes, tragédias sem
retorno em apenas algumas poucas frações de segundo.
Temos tido a triste oportunidade de, em algumas ocasiões, observar o
estresse atuando nos vários segmentos da vida humana. Alguns, inclusive,
mais assediados por ele fazem parte diretamente da rotina diária do ser
humano.
O trânsito, por exemplo, se apresenta como um dos seus cenários
preferidos, quantos absurdos, alguns até inconcebíveis, já nos deparamos
no decorrer de nossas vidas acontecendo justamente com automóveis
pilotados por pessoas despreparadas. Alguns, provocados pela mera
imperícia dos condutores, outros, motivados por desavenças, muitas vezes,
com troca de impropérios que, em algumas ocasiões, têm terminado com um
desfecho trágico, levando os protagonistas à própria morte.
Nos ambientes de trabalho, o estresse também tem se revelado como sendo um
dos principais responsáveis pelo desentendimento entre colegas. Na maioria
das vezes, quando analisadas, vê-se que as questões envolvidas são
frívolas e quase sem nenhuma importância.
Apesar da vida do brasileiro ter passado por uma série de modificações nos
últimos anos e as mesmas até terem ajudado a controlar melhor esse mal,
muita gente ainda se deixa envolver por ele.
Essas mudanças, mesmo assimiladas gradativamente, parecem vir alertando
também a população para se prevenir mais, não só contra esse mal, como
também, contra outros tipos de patologia. Um dos fatos que comprovam essa
mudança de comportamento das pessoas é a própria média de vida do
brasileiro que, cada vez mais, tem aumentado.
As gerações, inclusive as mais antigas, têm procurado despertar melhor
para os cuidados com a saúde. Têm levado uma vida menos sedentária, se
alimentando de uma maneira mais sadia e principalmente praticando algum
tipo de exercício. Mesmo assim, ainda é difícil, mas, já se revela como
sendo um caminho de grande ajuda para tentar conter os vilões patológicos
desse século..
