Um dos mais famosos cantores internacionais, que após vários anos de
carreira, ficou conhecido como “os velhos olhos azuis”, era na realidade,
conhecido também (comentam as más línguas) por suas intrigantes ligações
com a máfia.
Estamos falando de Frank Sinatra, o famoso cantor e ator. Em várias
ocasiões de sua vida, Frank se viu obrigado a prestar esclarecimentos
sobre o seu suposto envolvimento com o crime organizado tanto à imprensa
como também à própria polícia americana, chegando a se tornar, para esta
última, quase uma obsessão.
Comenta-se que o cantor era afilhado do conhecido mafioso, criador
inclusive, da máfia moderna nos Estados Unidos, Luck Luciano. O mafioso,
que nasceu na mesma terra de Francesco Sinatra, avô de Frank, numa cidade
italiana no noroeste da Sicília chamada Lercara Friddi, além de levar a
máfia moderna para a América, foi também o criador do termo ”cosa nostra”
e também do codinome “família”, adotado também, em seguida, pela máfia
italiana, originária da ilha da Sicília.
Há quem diga, inclusive, que o ator decadente, John Fontaine, personagem
do filme “O poderoso chefão”, parte I, de Francis Ford Coppola, baseado no
livro de Mário Puzzo, era na realidade, Frank Sinatra e que o mesmo só
teve sua carreira recuperada, exatamente quando o fictício Dom Vito
Corleone mandou os seus afilhados cortarem a cabeça de um cavalo
“puro-sangue” de propriedade de um arrogante diretor de cinema que teimava
em não querer incluir o famoso cantor no elenco do seu último filme. Claro
que após esse gesto extremamente convincente o referido diretor concedeu
ao ator o papel principal da película.
Essa admiração de Sinatra pelos mafiosos parece ter sido, além de mútua,
bastante útil para sua carreira já que no início dela, quando Sinatra
resolveu abandonar a banda de Tommy Dorsey, com quem cantava havia dois
anos, o maestro exigiu que Frank cumprisse o contrato até o fim. O cantor
acabou assinando um novo contrato pelo qual saía, mas, repassaria uma boa
parte dos lucros futuros a Tommy Dorsey. Com a explosão de Sinatra no
mercado o mesmo se arrependeu do contrato e a máfia, segundo os biógrafos,
fez uma oferta irrecusável ao maestro, no jargão da “cosa nostra”.
Outro fato interessante, desta feita, contado pelo comediante Jerry Lewis
é que Sinatra transportava dinheiro da máfia e numa dessas ocasiões, quase
foi pego. Foi ao voltar de viagem no aeroporto de Nova York. Sinatra foi
parado pela alfândega. Ele tinha na mala nada mais nada menos que três
milhões e quinhentos mil dólares da máfia. Só escapou por conta do tumulto
criado por uma multidão de fãs.
Realidade ou apenas ficção não importa. Se até o próprio Vito Corleone
nunca existiu na cidade de Corleone na Sicília, imaginem se alguém também
teria conseguido provar que Frank Sinatra era mafioso. Tudo, talvez, tenha
existido apenas na privilegiada mente cinematográfica de Coppola e na
própria utopia criada pelas pessoas.
Não são poucos, os turistas que ainda hoje visitam a Cidade de Corleone em
busca da casa que Dom Vito Corleone nasceu. Para se ter uma idéia, cerca
de quatro mil, não só da Itália como também do mundo inteiro. Voltam todos
decepcionados, pois descobrem que tudo não passa da mais pura ficção de um
cineasta.
Frank Sinatra, na verdade, Francis Albert Sinatra, nascido em New Jersey,
Estados Unidos, fez um estrondoso sucesso no mundo inteiro com as centenas
de canções românticas que interpretou ao longo de mais de cinquenta anos
de carreira. Namorou quase todas as atrizes de Hollywood, participou de
mais de cinquenta filmes e ganhou uma soma de dinheiro capaz de fazer
inveja a qualquer artista do show business.
Se mafioso ou não, com toda a certeza, esse é um detalhe que nunca
interessou muito aos milhões de fãs em todo o mundo. O fato é que se
alguma coisa, nesse sentido, tivesse sido provada contra ele, com as
rigorosas leis que, ainda hoje prevalecem nos Estados Unidos,
inegavelmente ninguém, nunca, teria ouvido falar do mito Frank Sinatra..