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A Seleção se divorciou do povo

portalbip.com (Quintino Augusto) - 21/06/2008

“A Seleção se divorciou do povo. Não é mais o Brasil”. Sábias são as palavras do premiado escritor Ruy Castro. Hoje em dia a Seleção Brasileira se transformou numa Seleção comum. Poucos se importam com a convocação, poucos se interessam em assistir aos jogos. Virou uma banalização total. A instituição Seleção Brasileira precisa ser repensada. Não podemos ficar de braços cruzados e assistirmos a CBF transformar nossa seleção numa máquina de fazer dinheiro. Essa é a triste realidade. A camisa Amarelinha perdeu a sua mística. Nos dias atuais o que vemos são amistosos caça-níqueis na Europa contra times de pouca tradição ou ainda excursões para jogar nos EUA e encher o bolso dos nossos dirigentes.

Ou seja, todo esse jogo político só vem distanciando cada vez mais a Seleção de seus torcedores. Infelizmente o escrete canarinho já não move mais tanto interesse assim. Qual o motivo para tal constatação? É simples. A atual seleção brasileira não passa o mínimo de empatia e credibilidade. Ela não empolga, não brilha, não convence, não tem ídolos e não tem identificação. Vexames hoje são rotineiros para nós – torcedores - que paramos (ou pelo menos parávamos) para ver o Brasil jogar. Já estou cansado de ver em campo uma equipe mais do que comum, sem atitude, com um esquema retrancado e que não impõe respeito a mais ninguém.

Se já não bastasse isso, os nossos jogadores também vêm perdendo o respaldo perante a torcida. Muitos deles pensam erroneamente que já são estrelas consagradas do futebol mundial ou coisas do tipo. Falta vontade de vencer. Falta prazer em vestir a Amarelinha. Falta identidade com o torcedor pelo fato de a maioria atuar em clubes da Europa. Isso sem contar que a Seleção Brasileira, para eles, não passa de um trampolim para tentar uma transferência milionária para o bajulado mercado europeu.

Quanto ao nosso “treinador” Dunga (se é que podemos chamá-lo assim), vou bater mais uma vez nessa tecla e alguns podem até pensar que sou implicante, mas sinceramente o Dunga não tem a mínima condição de comandar uma Seleção. Motivos não faltam, a começar pelo destempero e descontrole nas entrevistas coletivas. Além do mais, não é de hoje que ele tem mania de perseguição e encara qualquer crítica como ofensa. É uma pessoa extremamente arrogante durante suas coletivas de imprensa, sempre dando respostas atravessadas aos jornalistas. Falta também experiência, currículo, enfim, requisitos indispensáveis para ser um técnico de futebol. E todos sabem que o Dunga nunca foi sequer treinador de time de botão.

Todavia, apesar dos últimos fracassos diante da Venezuela, Paraguai e Argentina, ele deve se manter no cargo e será apenas mais um que vamos ter que engolir. De qualquer forma, já começa a pesar a escolha da CBF de apostar em alguém sem qualquer experiência na função.

Enfim, diante de tudo isso que fora exposto, é triste ver que hoje nossa seleção é apenas uma coadjuvante no futebol mundial. E, para mudar esse contexto, torna-se imprescindível que tanto Dunga quanto o Presidente Ricardo Teixeira e até mesmo os jogadores revejam seus conceitos atinentes à Seleção sob pena de decretarem o fim de um dos maiores patrimônios do povo brasileiro: a paixão pela Seleção Nacional.

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