Por incrível que pareça, Ronaldinho Gaúcho chega aos 28
anos de idade neste dia 21 de março. E não há muito o que se comemorar.
Aliás, desde a pífia atuação do Brasil na Copa do Mundo de 2006 brotaram
teorias, argumentos, críticas e uma série de outras indagações em torno de
sua péssima fase. Nem mesmo aquele velho jargão pelo qual ele ficou
mundialmente conhecido – “é jogador de clube, não de Seleção”- vem
servindo mais para definir o seu atual momento no futebol.
Ronaldinho Gaúcho teve dois anos raros no Barcelona. E foi só. A inegável
plasticidade dos seus dribles, os lançamentos perfeitos, os belos gols, o
seu carisma, enfim, tudo isso colaborou para que Ronaldinho fosse
considerado o melhor jogador do mundo. Mas virtuosismo e carisma não
bastam para se manter no topo. Para se ter uma idéia, na atual temporada,
em 28 rodadas do Campeonato Espanhol ele só entrou em campo 17 vezes e
apenas em 13 delas foi titular. Se já não bastasse isso, nesta última
semana ele não foi nem sequer relacionado para a semifinal contra o
Valencia em partida válida pela Copa do Rei, quando o Barça acabou sendo
eliminado. E, para piorar a situação, Ronaldinho ainda ficou de fora da
lista de Dunga para o amistoso da Seleção Brasileira contra a Suécia, na
próxima quarta-feira.
Enfim, com a má fase no Barcelona e a conseqüente perda de regalias,
Ronaldinho Gaúcho vem perdendo também inúmeros fãs, admiradores e,
principalmente, credibilidade. Mas eu acredito que ele possa dar a volta
por cima. Aliás, como profundo admirador do futebol-arte, só me resta
torcer para que ele volte a brilhar nos campos e a sorrir para o mundo,
afinal de contas ele é o grande embaixador do futebol bonito e ainda é um
dos poucos que salva o futebol da monotonia.
