O Campeonato Brasileiro de 2007 está chegando ao fim e
resolvi montar a minha seleção. Os critérios utilizados foram
regularidade, talento, liderança e importância do atleta para o seu time.
Enfim, pelo conjunto da obra, eis os escolhidos:
Goleiro: Rogério Ceni (São Paulo) – Indiscutivelmente ele é o melhor do
Brasil. Tem liderança, excelente reposição de bola, ótima colocação e
ainda é artilheiro.
Lateral direito: Léo Moura (Flamengo) – Destaque para a sua ofensividade.
Foi beneficiado pelo esquema tático adotado pelo técnico Joel Santana. Tem
um fôlego invejável e inesgotável. Foi bastante regular ao longo do
campeonato.
Zagueiro: Breno (São Paulo) – Jovem de 18 anos e grata revelação do
Tricolor. Tem uma forte marcação. É seguro e tem um bom domínio de bola. É
ótimo nas subidas ao ataque.
Zagueiro: Miranda (São Paulo) – Zagueiro de estilo clássico. Sabe sair
jogando. É seguro no jogo aéreo e dificilmente apela para faltas. Parece
que não tem nervos, de tão tranqüilo.
Lateral esquerdo: Kleber (Santos) – Jogador de Seleção Brasileira. Tem
como ponto forte o apoio ao ataque. É versátil. Joga em várias posições. O
seu diferencial é que ele tem um algo mais. Não faz apenas o
arroz-com-feijão.
Volante: Hernanes (São Paulo) – Poucos apostavam que ele fosse substituir
o Josué à altura. Mas ele deu conta do recado. Marca com inteligência.
Corre o campo todo, o tempo todo. Tem bom passe, habilidade e
criatividade.
Volante: Íbson (Flamengo) – Sabe desarmar como ninguém. É ágil. Sua
presença deu uma nova vida ao meio-de-campo do Flamengo. Conseguiu
inflamar o time no momento certo e foi um dos responsáveis diretos pela
guinada do time rubro-negro.
Meio-campo: Valdívia (Palmeiras) – Talvez tenha ficado marcado pelo seu
lado polêmico. Mas é habilidoso ao extremo. Foi peça fundamental para a
boa campanha palmeirense. E quando ele acerta um passe... aí é só correr
para o abraço.
Meio-campo: Thiago Neves (Fluminense) – Envolveu-se em confusão no meio do
campeonato, mas carregou o Fluminense nas costas. Sabe fazer gols. Tem um
bom chute e uma habilidade invejável.
Atacante: Leandro Amaral (Vasco) – Um dos poucos que se salvou no time
cruz-maltino. De desacreditado, passou a ser alvo de desejo de vários
clubes. É oportunista, joga com raça e tem um futebol bem composto que
encheu o torcedor vascaíno de riso e de gosto.
Atacante: Acosta (Náutico) – Bem que poderia ser o Maracanã, afinal de
contas a torcida do Flamengo foi preponderante no crescimento do time
durante o campeonato. Mas o antes desconhecido Acosta semeou desespero nas
defesas adversárias. Tem arranque, força e precisão nos chutes. Merece seu
lugar na seleção.
Técnico: Muricy Ramalho (São Paulo) – Um legítimo apóstolo do Mestre Telê
Santana. É conhecedor de futebol. Privilegiou o tão falado “futebol de
resultado”. Mas colheu bons frutos por conta da sua ousadia e disciplina
tática. Tem o time nas mãos e sabe como ninguém extrair o melhor de cada
jogador do elenco.
Revelação: Felipe (Corinthians) – Salvou o Corinthians em várias ocasiões.
Fez verdadeiros milagres. Se não fosse ele o Timão já teria caído há muito
tempo.
Craque do Brasileirão: Rogério Ceni (São Paulo).
Menções honrosas: Arouca (Flu), Juan (Flamengo), Fábio Luciano (Flamengo),
Joílson (Botafogo), Richarlysson (São Paulo), Thiago Silva (Fluminense),
Diego Cavalieri (Fluminense), Diego Souza (Grêmio) e Kleber Pereira
(Santos).
Seleção dos Pesadelos: Qualquer goleiro do Botafogo (Max, Júlio César,
Marco Leandro ou Roger), Léo Mattos (Paraná), Irineu (Flamengo), Rogélio
(América-RN), Iran (Corinthians), Fabinho (Fluminense), Roberto Lopes
(Vasco), Clayton (Atlético-PR), Vampeta (Corinthians), Somália
(Fluminense) e Clodoaldo (Corinthians).
