Empate em 0 a 0 com o Vila Nova. O Tricolor da Terra boa
está de volta à Série B do Brasileirão. Torcida delirante. Trio elétrico
nas ruas. Salvador em festa. Carnaval antecipado. Era para ter sido assim.
Mas o desfecho não foi bem esse. Lamentavelmente, este último domingo
terminou de forma trágica com a morte de pelo menos sete pessoas no
Estádio da Fonte Nova.
Isto porque uma parte do anel superior do estádio cedeu e alguns
torcedores caíram de uma altura de 20 metros. Vidas levadas por uma
tragédia que se anunciava há tempos. De acordo com um relatório elaborado
pelo Sindicato Nacional das Empresas de Arquiteturas e Engenharia (SINAENCO),
o Estádio da Fonte Nova tinha sido considerado o pior dentre os 29
principais do país que foram vistoriados para a Copa de 2014. Verifica-se,
pois, que a sua interdição era mais do que necessária. Era algo premente.
Porém, infelizmente, apesar das advertências dos órgãos responsáveis,
nenhuma providência foi tomada. O desprezo das autoridades falou mais alto
neste caso.
E não é de hoje que os nossos estádios são mal administrados. Eles não
oferecem um mínimo de segurança para o público. Arquibancadas em ruína.
Falta de reparos. Falta de manutenção. Eis o panorama e a triste realidade
de alguns dos estádios Brasil afora. Faz-se mister agora punir os
responsáveis. O que, convenhamos, é bem difícil de acontecer.
De qualquer forma, não resta dúvida de que os estádios brasileiros
precisam ser reavaliados com urgência. Se for preciso a interdição dos
mesmos, que assim seja. Nós torcedores merecemos respeito. Não podemos
pagar pela omissão e pela falta de comprometimento daqueles que
administram o nosso futebol. É preciso dar um basta!
Por fim, termino a minha explanação com a certeza de que este acidente na
Fonte Nova não é símbolo de que a Copa do Mundo não pode ser realizada no
Brasil ou coisa do tipo. Não é isso que se está em jogo. Mas, sim, apenas
mais um exemplo do descaso dos dirigentes do futebol brasileiro.
Diante de tais circunstâncias, deixo uma pergunta no ar: se a cúpula do
nosso futebol não é capaz de fechar um estádio inseguro, ela saberá
levantar outro com segurança? É algo para se pensar.
QUEM DISSE QUE ERRAR É HUMANO?
Se depender da Seleção Brasileira de vôlei, os comandados de Bernardinho
são uma exceção à regra. Os caras não erram e seguem firmes e fortes na
busca de mais um título na Copa do Mundo de Vôlei no Japão, além de uma
das 3 vagas para a Olimpíada de Pequim. Como disse o ex-jogador André
Zorzi certa vez: “o vôlei é um esporte simples. São seis jogadores de cada
lado, uma rede no meio e o Brasil sempre vence”. Concordo em gênero,
número e grau com ele. Essa Seleção sim dá gosto de ver.
COPA PARA RICOS
Os representantes da FIFA reunidos na cidade sul-africana de Durban
anunciaram, neste último sábado, os preços dos ingressos para a Copa de
2010. As entradas custarão em média US$ 139 (cerca de R$ 250). Um valor
que se aproxima e muito daquele que foi cobrado na última edição da
competição, disputada na Alemanha, em 2006.
É bem verdade que foi criada uma categoria especial de ingressos com
preços acessíveis para os torcedores menos privilegiados financeiramente.
Além disso, a FIFA distribuirá 120 mil bilhetes de graça para a população
mais pobre. Aliás, uma atitude mais do que louvável. Mas ainda é pouco.
Digo isto porque a grande maioria dos ingressos terá um valor superior ao
que os torcedores locais estão acostumados a pagar nas partidas de
futebol.
É sempre a mesma justificativa: “os preços hão de ser compatíveis com a
grandeza do evento”. Portanto, não é nenhuma surpresa para mim estes
valores até certo ponto elevados. Ou alguém acha que um ingresso de Copa
do Mundo é um quilo de alimento perecível? Enfim, isto só comprova que
mais uma vez teremos uma Copa para os ricos. Infelizmente.
