Visita a Odete de Pilar
Visitei há uns 10 dias, a cantadora de coco, Odete de Pilar, num povoado
do Sítio Lagoa do Gonçalo, na zona rural daquele município. Volto ao tema
para ressaltar a sensação de encantamento provocada pela música trazida
por Odete. Agora ela se prepara para gravar um novo CD, desta vez solo, o
que possibilitará uma melhor projeção da sua obra na cena cultural
paraibana. Trata-se do CD “Cocos e Cirandas de Odete”, financiado pelo
Programa BNB de Culura - Edição 2008 e produzido pelo Coletivo de Cultura
e Educação ‘Meio do mundo’.
Odete já teve sua música registrada nos CDs “Cocos: Alegria e Devoção”, da
pesquisa do LEO/UFPB, no CD de Eleonora Falcone, “Eu tenho um pedaço de
sol que guardo comigo desde menina”, no CD da banda “Chico Correa e
Eletronic Band” e outros. A pesquisa do grupo A Barca, de São Paulo também
esteve visitando e registrando a cantoria de Odete.
Odete reúne-se quinzenalmente com os irmãos e, enquanto ela canta, eles
tocam tambores e ganzá. O terraço da casa dela serve de palco e o terreiro
em frente é para a dança. E nesta brincadeira Odete vai amadurecendo o
repertório com os seus músicos para novos shows, visando a gravação do
novo CD. Esta prática ora implementada por Odete em Pilar é um exercício
de resistência cultural e, ao mesmo tempo, uma opção de lazer com música,
dança, e poesia, proporcionando o encontro entre as pessoas e o
congraçamento com a participação espontânea da comunidade.
Fechando um ciclo
Hoje, preciso despedir-me dos leitores para fechar um ciclo. Necessito me
afastar da coluna semanal em A União para concluir outros projetos
pessoais e profissionais. É necessário agradecer ao editor de cultura,
Linaldo Guedes, que me confiou o espaço durante estes 3 anos. Espero ter
contribuído e atendido às expectativas do suplemento de cultura do jornal
impresso. Agradeço igualmente aos portais e sites que me convidaram a
disponibilizar meus textos naqueles espaços:
www.portalbip.com;
www.oinformativo.com ;
www.eltheatro.com ;
www.noembalo.com.br. Finalmente, agradeço às pessoas que
discutiram temas comigo, trouxeram sugestões, leram os originais e deram
opiniões sobre os textos publicados. Principalmente a Dôra Limeira e
Gustavo Lacerda, dois mestres (de gerações diferentes) que me apontam
caminhos para ser gente grande. Pelas revisões e sugestões, porque amor
não se agradece.
