portalbip.com (Ivaldo Gomes) - 31/01/2010
Ainda de férias, simples como pode ser as férias de um professor de
Estado, e com tempo para passear na internet e ler muita gente que no
dia a dia não é possível, fico com a impressão de que só tratamos do
óbvio ululante. Pois a maioria dos assuntos gira em torno da politicalha
que se pratica no Estado da Paraíba. Não se discute nada com
profundidade e nem com propósitos elevados. É tudo e o tempo todo em
defesa de algum interesse, quase sempre mesquinho. Isso só demonstra
como estamos longe de esquadrinhar outros caminhos que não sejam esses
que temos trilhado nos últimos trinta anos. E ficamos a nos perguntar:
qual o futuro da Paraíba?
Leio com atenção redobrada, até porque me acostumei a acompanhar algumas
colunas diárias ou esporádicas de alguns jornalistas que tenho no mais
alto grau de consideração. Que na minha humilde opinião, são eles os
responsáveis por escrever, registrar tais fatos na imprensa paraibana. É
claro que tem muito picareta com nome de jornalista, mas esses que vou
declinar os nomes daqui pra frente são, em essência, o que de melhor
temos por aqui. Não fico com medo de cometer esquecimentos ou omissões,
até porque esses jornalistas são poucos mesmo.
Destaco de cara Rubens Nóbrega, João Costa, Wellington Farias, esses
três os mais verdadeiros que tenho lido. Pelo menos têm a mania de dizer
o que pensam e gosto disso. Mas não poderia deixar de fora textos como o
de Agnaldo Almeida, Helder Moura, Petrônio Souto, Gisa Veiga, Cláudia
Carvalho, Adriana Bezerra. Na área de política ainda, destaco a grata
revelação de Luiz Torres. Mas não deixo de ler os blogs de Tião Lucena e
Humberto de Almeida. Isso na Paraíba. Não dispenso também os bons textos
da velha guarda paraibana no batente ainda: Moreira Franco, João Manuel
de Carvalho e o velho e bom Gonzaga Rodrigues. Gosto mais do
empreendedor Walter Santos do que dos seus textos.
Mas não dispenso na área cultural o bom e ferino Jamarrí Nogueira. Os
irmãos Aranha, Carlos e Marcus. Clotilde Tavares então é leitura
obrigatória, passando por Josinaldo Malaquias, Luiz Carlos Sousa, Wiliam
Costa, Elpídio Navarro, Linaldo Guedes, Lucio Vilar, Waldemar Solha,
Fábio Mozart e Reginaldo Marinho. Acho que todo esse grupo salva de
certa forma o desastre que acomete a imprensa na Paraíba. Desastre no
sentido de que aqui se pratica um tipo de jornalismo – aderente – tipo
modess, que precisa ser trocado de vez em quando. Pois essa falta de
criticidade que acomete a maioria dos textos feitos por aqui é
proposital. É para inglês ver, como diz outro cabra bom de texto
Virgulino Alencar.
E esse ano vai ser surreal com campanha e copa do mundo pelo meio. Uma
campanha que, diga-se de passagem, nunca acaba no pleito que termina. Os
palanques ficam armados o ano inteiro, o governo inteiro, e as propostas
e proposituras de campanha se vão com o vento, ficando apenas o olho
gordo nos cargos e nas benesses que o poder pode propiciar aos novos
inquilinos que chegam ao poder, como quem chega para um churrasco, com
fome de anteontem. Mas espero que esse time listado acima possa fazer a
grande diferença em seus escritos esse ano. Nunca foi tão necessário
educarmos o povo para a compreensão desse mundo de poucos.