O primeiro ponto que chamou a atenção no noticiário da semana foi à venda de
sangue no Estado. Eu na minha inocente ignorância achava que sangue era uma
moeda de solidariedade humana. Mas descobri lendo a coluna da competente
jornalista Gisa Veiga (que ao pedir doação de sangue para um outro grande
jornalista que estava para ser cirurgiado), ouviu queixas da existência de
comercialização de bolsas de sangue na cidade. Então caro leitores, isso
precisa ser dito a TODO MUNDO que doa seu sangue em solidariedade a outros que
precisam. Alguém, de preferência uma autoridade pública, têm que prestar
esclarecimentos sobre esse assunto. Pois o nosso sangue não pode servir de
moeda para barganhas particulares. Que negócio é esse? Muito estranho tudo
isso. O Ministério Público que cuida de assegurar os direitos do cidadão
deveria abrir um procedimento para passar a limpo todo esse setor. Pois não
gostaria de ver minha boa intenção, como cidadão, em sair da minha casa para
doar meu sangue, para salvar vidas alheias a minha e ver esse sangue sendo
comercializado a dois, três mil reais a bolsa. Dependendo da dificuldade e do
tipo de cada sangue, e claro, da emergência, os preço podem ser de ocasião. E
pelo que sei, a ocasião faz o ladrão. Muito, muito preocupante esse questão.
Queremos esclarecimentos.
O segundo ponto que chamou a atenção no noticiário da semana foi saber que uma
promotora de Campina Grande e outra de Sapé, vão denunciar na justiça, por
abandono intelectual, mais de seis mil pais de famílias. Acho que ela está
dentro da lei. Mas está fora da realidade. Pois quem vai processar os
responsáveis pelos pais que não tiveram condições de colocar seus filhos na
escola e muito menos de sustentá-los como cidadãos? Quem vai processar os
responsáveis pelo abandono dos pais em sua cidadania e seus direitos? A lei
existe para ser cumprida. E deve ser cumprida. Mas a realidade dos fatos deve
ser levada e ver que a maioria desses pais, que a promotora quer processar, já
são tão vítimas tanto quanto seus próprios filhos. Daí a necessidade de rever
quem de fato precisa ser processado nesse caso. Se os pais que não tiveram
condições adequadas para manterem seus filhos nas escolas ou se o Estado suas
instituições e seus governos que não cumprem com o que está escrito na
Constituição Brasileira. Quem primeiro deve dar o exemplo é o Estado cumprindo
com o que é da sua obrigação. E depois o cidadão. Ou não é?
O terceiro ponto que chamou a atenção no noticiário foi o Procurador Jurídico
da PMJP ameaçando entre linhas os munícipes em atraso com seus impostos
municipais, afirmando que as suas casas serão penhoradas para que possa
receber o IPTU e a TCR. E que tudo é muito legal e digno, até porque a lei diz
que é assim que tem que ser feito e será feito assim e pronto. Quero ver quem
é que vai tomar a casa da gente! Se é que com essas declarações não ficará por
fim, provado e comprovado, que de fato, não é da gente o patrimônio que
possuímos. Mesmo você pagando por ela e habitando nela por mais de 30 anos,
ainda têm que continuar a pagar para viver nela. Bela propriedade privada não?
O Estado de Direito do procurador da PMJP é mais forte que o nosso? Para ele é
fácil fazer cara feia e ameaçar todo mundo, ele nem paga os impostos por ser
funcionário da PMJP (Isso é legal?). E daí basta o chefe dele aumentar os
impostos do jeito que quiser (como vem ocorrendo na PMJP há mais de vinte anos
façamos uma auditoria?). Eles aumentaram tanto os impostos que criou toda essa
inadimplência que está ai e ainda têm a cara de pau de vir nos ameaçar de
tomar nossos imóveis para pagar esses impostos que foram aumentados além da
inflação ou que estão super dimensionados. Justo tudo isso? Como o governo faz
o que quer por aqui, é bem possível que tenhamos embates memoráveis na
justiça. E a justiça vai ter que ser discutida. Ah! Isso vai. Vamos ver até
onde a justiça dos homens vai. Daí pra frente, só Deus sabe o que pode
acontecer.
