Estamos habituados há ler todo ano os balanços de lucros estratosféricos dos
bancos privados e públicos. Todos com fantástica lucratividade e pouca ou
quase nada de investimentos em responsabilidade social. A lógica é simples: se
os banqueiros privados ganham fortunas em seus negócios, não estaria na hora
deles investirem (devolverem) para a população um pouco desse lucro
oportunizando inclusão social? Cadê os centros Culturais implantados aqui na
Paraíba? Será que a lucratividade dessas casas bancárias aqui na Paraíba não
daria para que cada banco mantivesse pelo menos um centro cultural no Estado?
Ou o dinheiro dos paraibanos só serve para gerar lucro para os bancos? E a
responsabilidade social desses bancos fica mesmo onde?
Temos conhecimento que o Banco do Brasil e a Caixa Econômica possuem Centros
Culturais em várias capitais brasileiras. Mas notadamente em Brasília, Rio e
São Paulo. O Banco do Nordeste possui alguns centros culturais implantados no
Nordeste. Infelizmente a Paraíba ainda está de fora. Pois o Centro Cultural do
BNB em Sousa ainda não foi inaugurado. Pelo que sabemos na Paraíba apenas o
Bradesco mantém uma escola de formação no Conjunto Habitacional Valentina de
Figueiredo em João Pessoa. Os outros bancos, sejam eles privados ou públicos,
pelo menos aqui na Paraíba, precisariam dizer a que vieram. Pois os
investimentos feitos até aqui são irrisórios. No máximo apoios aos projetos
das leis de incentivo com o respectivo desconto nos impostos.
Imagine o Banco Real, Itaú, Bradesco, os três maiores da área privada e os
Bancos do Brasil, do Nordeste e a Caixa Econômica, os três maiores na área
pública, cada um, contribuindo com a construção e a manutenção de um Centro
Cultural em alguma cidade da Paraíba? Essa implementação ajudaria muito ao
desenvolvimento sustentável da cultura paraibana e influenciaria e muito na
sedimentação do seu mercado cultural (visto aqui também como economia). Além
da justiça que essas casas bancárias fariam aos seus clientes, devolvendo
parte de seus lucros, com o oferecimento de serviços e acessos aos bens
culturais de nosso Estado.
Perguntamos publicamente a essas direções bancárias instaladas na Paraíba, de
quando será que elas participarão mais efetivamente do fomento dessa área rica
de talentos e potencialidades? Basta ver o exemplo do artesanato paraibano.
Bastou colocar profissionalismo e decisão política na organização e
visibilidade do artesanato paraibano que o mesmo hoje desponta e disputa em
grande estilo o mercado brasileiro e internacional. Está mais do que na hora
dos bancos privados e públicos investirem com mais seriedade na área cultural.
E uma das melhores formas de demonstrar respeito pelo correntista paraibano é
oferecer serviços culturais, criando seus centros culturais em nosso Estado.
Essa semana tomamos conhecimento que a UFPB vai construir um Centro Cultural
com participação dos bancos privados e públicos presentes nos seus campis. Não
deixa de ser um começo. Mas precisamos de mais. Bem mais centros culturais.
