A PMJP fez a opção errada. Vai gastar trinta milhões dos impostos dos
pessoenses para erguer um monumento de ‘grife’, em um lugar inadequado, pois
fere a legislação de preservação ambiental e agride um monumento histórico e
social que é a ponta mais oriental das Américas. Opta errado e vai de encontro
ao que disse que faria no seu programa de governo na área cultural. Pois com
esses mesmos trinta milhões poderia fazer trinta centros culturais nos mais
diversos bairros da cidade e seus distritos. Garanto-lhes como geraríamos mais
movimento cultural.
A Estação Ciência como está projetada, além do equívoco da sua localização,
não deixa de ser um equipamento elitista de um governo que se elegeu pregando
justamente o contrário. Mas como coerência é uma moeda em extinção, tal qual a
ideologia, logo tudo é possível ser feito com o dinheiro público e sem maiores
explicações. Quando se vê os caminhões e tratores devastando a mata, é como
diz Vital Farias ‘se ela pudesse se mudaria também’.
Imaginava que a tal da Estação Ciência – sem consciência – iria custar sete
milhões dos suados reais dos nossos impostos. Mas são apenas trinta milhões,
numa grife exclusiva para promover o prefeito de João Pessoa.
O Governo do Estado vai também fazer no altiplano do Cabo Branco – não sei bem
ainda o local – um equipamento chamado Centro de Convenções. Outra obra
grandiosa. Mas se eu fosse o Governador do Estado também faria trinta centros
culturais no Estado da Paraíba. Pra alavancar de vez o potencial cultural do
nosso Estado. Até para mostrar como se faz política cultural com ousadia. E
nem precisaria ser Centros Culturais de um milhão de reais. Se pudesse seria
ótimo. E começaria com o Centro Cultural do Terceiro Setor Thomaz Mindello,
logo ali no centro da cidade de João Pessoa.
Abriria uma linha de crédito para que as ONGs instaladas ali pudessem ter um
recurso permanente para trabalhar políticas públicas de inclusão, cada qual na
sua área de trabalho. Revitalizaria a área com a montagem de dois Teatros. Um
de cena aberta e outro fechado – o Cilaio Ribeiro. Dois pontos de emissão
cultural. Fazia mais, instalava uma rádio comunitária escola em comodato, um
ponto de inclusão digital da SEC/ASTRAPA, licitava um espaço para uma pequena
praça de alimentação e implantava uma proposta de eventos culturais. Diária.
Cotidianamente cultural. É só querer fazer. Ter determinação política.
