Ultimamente falar em educação tem sido tão recorrente que parece até que tem
uma corrente para ficar falando de educação o tempo todo. Mas isso educa? Ai
reside o problema, pois se fala muito e se age pouco. O Governo Federal quer
que o Governo Estadual cuide da educação, que acha que quem tem mesmo que
cuidar é o governo municipal. Mas que no fim, nos meios e até no começo os
tropeços deixam claro que eles mesmos estão é a favor de dividir os impostos.
A briga é pelos impostos. Mas ninguém propõe baixá-los e melhorar o
atendimento público, como educação, segurança e saúde. Eis ai o tripé do bem
estar social. Educação com segurança, saúde nossa.
Atendimento público. Essa a questão primordial nos dias de hoje. Como ontem
foi a luta pela redemocratização do país, como hoje a luta pelo
estabelecimento da moralidade, da ética, da decência na política, na coisa
pública, amanhã (ainda hoje) precisamos eleger o atendimento público como a
principal meta do Estado Brasileiro. Sob pena de não termos por que
sustentá-los. É difícil essa idéia, mas como cidadão tem que encará-la. Acho
que outros brasileiros também. Não sou candidato a nada. Repito. Para deixar
claro minhas intenções de cidadania.
Não aceitamos mais que o Estado Brasileiro trate a Educação, a Segurança e a
Saúde (nessa ordem) como vêm tratando. E olhe que todos esses três segmentos
possuem um orçamento devidamente regulamentado em lei. A Constituição Federal
que nos rege diz claramente que temos que aplicar determinados percentuais
nessas três questões básicas para a formação e garantia da nossa cidadania.
Sem elas nada vale à pena. Pois tudo se torna pequeno frente aos problemas que
a falta dessas três questões primordiais faz a sociedade.
Não precisamos mais de uma educação que não educa. De uma ‘segurança’ que nos
amedronta e de uma falta de cuidados médicos de dar pena. Essa vida é muito
pequena para se passar assim. Dependendo da bondade do Estado Brasileiro que
todos nós pagamos. E pagamos muito caro. E cada dia descobrimos que quem paga
mesmo à conta somos nós, os mais pobres. Pagamos mais e temos menos, contra
uma matemática desonesta que se esquece de cobrar mais de quem têm mais.
Pagamos a escola pública, a particular. O SUS e o hospital particular. A cerca
elétrica e a polícia. Pagamos pra estacionar. Para usar o banheiro. Para morar
na casa que já é da gente, para que recolha nosso lixo. Pagamos o cheque, o
cartão de crédito, os juros. Ah! Os juros. O remédio e o Ministério da Saúde.
Os presídios, os novos e os velhos. Os manicômios. Os ministros, senadores,
deputados, presidentes de estatais e do Brasil. Os governadores,
coordenadores, prefeitos. Vereadores. Cabos eleitorais. Toda a justiça e a
falta dela. E ai quando sobrar, pagamos o atendimento público.
