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Um caminho de longevidade com consciência, saúde e existência agradável.
DO PROPÓSITO DESTE TRABALHO
A proposta desse texto é discutir e de certa forma influir na compreensão do
que seja uma alimentação saudável, que leve em consideração o prazer de
comer, com o respeito a hábitos corretos e saudáveis de se alimentar;
preservando a saúde, melhorando a qualidade de vida através do aumento de bem
estar e ampliando o tempo de vida neste plano material; contribuindo para que
tenhamos uma existência agradável e próspera (não necessariamente em termos
financeiro). Onde, inclusive, nos sobre tempo, vontade e determinação, para
nos dedicarmos a nossa tarefa maior que é exercitarmos a nossa evolução
espiritual, através de nossas ações de auto-ajuda e estima estendido a tudo e
a todos os seres que nos cerca.
Este trabalho tem o intuito de contribuir com informações sobre hábitos
alimentares saudáveis. Evidentemente que temos opções claras sobre o tema, e
defendemos maneiras e formas de abordagens, que por princípio, nos coloca no
campo da alimentação natural, vegetariana, integral, macrobiótica, holística,
enfim saudável. Pois, infelizmente, existem formas incorretas de se
alimentar. E como já dizia o filósofo grego Hipócrates considerado o pai da
medicina moderna ocidental: “Fazei do teu alimento o teu remédio”. Ou ainda:
“Dizes o que comes e eu te direi quem és” – do mundialmente desconhecido
Ivaldo Gomes.
Não temos, evidentemente, a pretensão de dogmatizar essa discussão, nem tão
pouco sermos aceitos como a única posição correta ou mesmo a melhor dentre
outras. Procuraremos contribuir com as informações que temos, realizadas ao
longo de estudos, pesquisas, seleção de informações, textos, e práticas
cotidianas de acertos e erros, e vivências e discussões com pessoas e
entidades que lidam com a divulgação de uma melhor consciência no campo do
ato de alimentar-se. O nosso intuito maior é contribuir com o processo
educativo das pessoas, em torno desse tema, passando informações valiosas
para que, o caro leitor possa questionar-se e quem sabe evoluir para um
patamar mais saudável de vida, através da consciência crítica sobre o tema e
os modos de alimentar-se nos dias de hoje. Esse é o propósito e a nossa
vontade de contribuir.
Se algum leitor se beneficiar dessas informações, daremos por cumprido o
nosso propósito, que é passar para frente informações sistematizadas e
produzidas por centenas de pessoas, que nos legaram esses conhecimentos.
Repito, somos meros repassadores de conhecimentos.
ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL É POSSÍVEL?
Desde que você tenha acesso e algum poder de compra, nesse mundo cada vez
mais desigual, é com certeza possível. Mas, tudo é muito relativo como já
sabemos. Primeiro precisamos definir, entender melhor o que é alimento e
depois concluirmos se “isso” que estamos chamando de alimento é saudável. É
importante termos também uma compreensão do que se entende por saudável.
Alimento é tudo aquilo que serve para alimentar (produzir ou repor energia).
Dito assim é obvio demais. Mas é a pura verdade. Do ponto de vista da
alimentação humana, alimento é tudo aquilo ingerido e transformado em
energia, pelo processo de digestão, e que mantém as funções orgânicas
funcionando, ou seja: Viva. Agora, a qualidade desse “funcionamento” é que
pode ser em condições ótimas, boas, regulares, ruins ou péssimas. E isto está
associado com os alimentos que você consome: o tipo, a procedência, as
combinações, a forma de preparo, o modo de mastigação, o ambiente e o local
das refeições, a quantidade ingerida, os horários e o tempo que se leva entre
uma alimentação e outra. Outros fatores também devem ser levados em
consideração, mas os citados acima são os principais.
Já o critério de saudável, deve ser balizado pela qualidade do alimento.
Existem alimentos que são atrativos e não são saudáveis. Por exemplo, os
derivados de animais. Não são próprios para o consumo humano e serão
demonstrados, através de pesquisas e estudos em outros artigos e textos
adiante. O que se quer ressaltar com o termo “saudável” é aquele em que o
alimento beneficia o ser humano e não o prejudica. Você, evidentemente poderá
comer o alimento que quiser (e sua condição aquisitiva deixar), mas deve ter
a consciência do que este ou aquele alimento poderá lhe causar, a médio ou
mesmo a longo prazo, em termos de manutenção do seu equilíbrio saudável. E
por equilíbrio saudável entenda-se: saúde e disposição de viver e
realizar-se.
A alimentação saudável é possível desde que se tenha o entendimento e a
consciência de como construí-la. Do mesmo modo que para se entender de um
determinado assunto é necessário se Ter informação; e reunir informação
requer-se o hábito de estudar, ler, vivenciar experiências, informar-se, em
suma apreender. Alimentar-se não deixa de ser uma arte. Daí que o ato de
preparar alimentos tem também os seus mestres e não é à toa que chama-se:
Arte-culinária - a arte de preparar bem os alimentos. Alimentar-se de forma
saudável é possível, mas também tem seus princípios, leis, e regras básicas.
O QUE É ENTÃO UMA ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL?
Uma alimentação saudável deve levar em consideração o que se come (alimento),
como se come e para que se come. Em termo de classificação de alimentos, já
vimos que existem os que são saudáveis, ou seja, apropriados para o consumo
humano e os que não são saudáveis para o consumo humano. Aqui não se trata de
entender os alimentos como proibido e liberado, mas se trata de entende-los
pelo lado da consciência do que é saudável para a manutenção de sua saúde ou
o convívio infeliz com as doenças. E a doença nada mais é do que a ausência
de pré condições de hábitos saudáveis. Colhemos o que plantamos, e se comemos
alimentos desequilibrados, anti-natural, com substancias químicas danosas ao
nosso sistema natural de equilíbrio biológico, pode ter certeza, vamos
inaugurar um hospital interno de doenças.
Alimentos saudáveis são aqueles que são produzidos pela natureza de forma que
respeitá-se o seu processo natural de evolução. Mesmo assim existem
alimentos, que mesmo produzidos dessa forma são inadequados para o consumo
humano. É lamentável, que a cultura do lucro exacerbado, do acumulo de
capital a qualquer custo, sentimento egoísta desenvolvido pelo homem, leva-o
a cometer insanidades em relação aos sistemas de produção e armazenamento de
alimentos. O Uso exacerbado de agrotóxicos e técnicas artificiais, utilizadas
nas lavouras e processamento de alimentos pelo homem, tem sido um dos
melhores exemplos da sua ignorância nesse campo. Pois, os nossos alimentos
poderiam ter um outro nível de qualidade, detemos conhecimento e tecnologia
suficiente para já termos dado um salto de qualidade. Nem o discurso da
escassez se justifica, pois o que existe de fato é excesso de egoísmo.
Os alimentos integrais, ou seja, aqueles que não passam por prévios
“beneficiamentos”, como por exemplo o arroz. Todo arroz é em sua essência
integral. Na medida que ele passa pelo sistema de “embranquecimento”, ou
seja, lhe tiram a película que lhe envolve, ele deixa de ser saudável para
ser apenas um alimento que não alimenta, apesar de passar a sensação de se
estar com fome. A riqueza do arroz esta na película que lhe envolve. É ali
que estão todas as substâncias importantes e seus nutrientes mais
equilibrados. O que se faz com o arroz, tirando-lhe a integralidade para
deixá-lo “branco”, “beneficiado” como a gente o conhece, é mais ou menos se
fizéssemos a idiotice de jogarmos o caldo da cana de açúcar fora e ficássemos
apenas com o bagaço da cana para chuparmos. E o pior é que isso não acontece
só com o arroz. Isso é prática generalizada com a maioria das formas de
manipulação da “industria (de lucros) alimentícia” dos dias de hoje. O trigo
é outro excelente exemplo. A opção pela massa “branca” transforma o trigo
integral, em trigo que produz alimentos não saudáveis tais como o pão branco,
o macarrão branco, que são alimentos altamente desequilibrados para o
organismo humano. Vivemos um tempo onde a aparência se sobre põe a qualidade.
Onde os olhos vêem e o coração é que se recente.
Portanto, o quê se come; como se come e porquê se come, é tão importante,
como a necessidade e a predisposição de comer. Optar por produtos naturais e
integrais (todos os cereais, frutas, verduras e legumes), será sempre uma
forma saudável de manter a saúde, a longevidade e a alegria de viver. Nos
possibilitando o direito de usufruirmos mais e melhor dos dias que habitamos
aqui neste plano material. Que diga-se de passagem é passageiro. Mas, se aqui
estamos, é por um bom motivo e que este motivo seja cercado de condições
dignas de vida. E não existe condição digna de vida, quando cultivamos a
doença através da nossa própria boca.
Precisamos ser mais inteligentes e afastarmos essa “indústria alimentícia” da
nossa dispensa. E dispensar de nossas vidas, produtos que de nada contribuem
para nos tornarmos pessoas melhores. Pois se estamos contaminados por
produtos anti-natural, como teremos discernimento para sabermos o que de fato
está acontecendo ao nosso redor? Não existe inimigo pior do que a doença. E a
melhor forma de evitá-la, está na alimentação correta e na formação de
hábitos saudáveis.
Evitar os alimentos “desintegralizados” tais como enlatados, massas brancas,
refrigerantes, cafés, chocolates, confeitos, bebidas alcoólicas, corantes e
conservantes artificiais, açúcar branco, adoçantes artificiais, e os
derivados de animais; exceto, com algumas restrições os derivados do leite
que devem ser consumidos com uma certa parcimônia. Alimentar-se é preservar a
vida. Mas alimentar-se de forma correta é preservar a vida com qualidade. E
ai você não precisará se preocupar com planos de saúde, pois você já faz um
excelente plano na prática e de excelente qualidade. E acredite,
prazerosamente melhor. Não deixe se levar pela aparência, e nem pela
propaganda. Lembre-se que a imprudência do peixe, tira-lhe o fôlego e
causa-lhe a morte. E não é inteligente morrer pela boca. Preserve-se,
alimentando-se de forma prazerosa e correta. Informe-se, leia, estude,
procure alguns restaurantes naturais que existem por aqui e procure se
reeducar alimentarmente. Você verá sua vida melhorar em todos os sentidos.
Pois quando estamos equilibrados organicamente, tudo tende a vibrar melhor.
Ficamos mais positivos e mais abertos para entendermos as energias da
natureza existente nesse plano material, e abrimos uma porta, um portal
importante, para entendermos, o plano espiritual que habita em nós e do qual
fazemos parte eternamente.
A GUISA DE CONCLUSÃO
Evidentemente que não concluímos e nem esgotamos esse assunto com esse
artigo. Tentarei organizar outros textos, de preferência recolhidos em várias
fontes e apresentá-los de forma que possam ilustrar e comprovar uma série de
afirmações que estão contidas aqui. Podemos tratar nos próximos artigos, por
exemplo: sobre a importância dos alimentos integrais, os tipos, as
classificações, as formas de preparo, o uso apropriado, as suas combinações
corretas, e os seus nutrientes; os tipos de dieta para melhoria orgânica e
reequilíbrio da saúde; os argumentos científicos em defesa da alimentação
saudável (natural, integral, vegetariana, macrobiótica, holística, etc.);
provas e argumentos irrefutáveis sobre os males que os alimentos
“desintegralizados” fazem ao funcionamento do corpo humano; e uma série de
pequenas dicas e até receitas para que você, conscientemente possa exercitar
o seu discernimento quanto às formas e as possibilidades de uma alimentação
que preserve a sua saúde de forma integral (corpo, mente e espírito). Ou
seja: para que você possa viver, mais e melhor, com saúde e vontade de ser
feliz e realizar-se plenamente. Cumprindo assim o desejo de quem nos criou e
cuida o tempo inteiro de todos nós. Conscientes ou não.
portalbip.com em 04/12/2006
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