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(Fernando Vasconcelos) 05/07/2010
Estamos passando por uma verdadeira “febre”
tecnológica. Celulares top de linha, Lap Tops altamente
sofisticados e poderosos, TVs de LCD, Plasma, LED, etc. E os
fabricantes e comerciantes aproveitam esse período de Copa do
Mundo para, induzindo o consumidor, faturar alto. Um consumidor mediano
não sabe fazer a diferença exata entre um modelo e outro,
entre tantos GB de memória ou entre TV digital ou digitalizada.
Por acaso nos explicaram, antes de comprar, que o nosso TV não
é compatível com o sistema “Full HD”?
E uma outra frente tecnológica se abre entre os bo2quiabertos
consumidores: a terceira, quarta, sexta dimensão (os famosos 3D,
4D, 6D). Será que 0s fabricantes e prestadores de
serviços (no caso, os cinemas) nos explicam a
distinção entre esses aparatos tecnológicos?
Vi agora mesmo na Imprensa que “Samsung diz que grávidas,
idosos e embriagados não devem ver TV em 3D”. O que isso
significa? Essa nova aposta dos fabricantes do setor para se expandir
(o uso dos televisores 3D - terceira dimensão) não
é para qualquer um. Pelo menos é o que afirma a empresa
sul-coreana Samsung, uma das primeiras a fabricar o produto.
Em seu alerta de segurança sobre o aparelho, ela afirma que
idosos, grávidas, pessoas que sofrem de condições
médicas graves, com privação de sono ou que
estão sob influência de álcool não devem
utilizar a função 3D do televisor. A Samsung diz que o
uso do 3D pode provocar ataques epilépticos em algumas pessoas,
além de labirintite, fadiga visual e perda de estabilidade
postural. Pelo menos um fabricante está seguindo as
orientações do Código de defesa do Consumidor, que
é a informação correta, clara, transparente.
Alguns videogames, como o PlayStation, também fazem alertas para
risco de epilepsia. Para uma médica, integrante do departamento
de cefaléia da Academia Brasileira de Neurologia, a
preocupação com os idosos é que eles podem ter dor
de cabeça, aumento da fadiga visual, tontura e náuseas.
No caso de mulheres grávidas, os problemas mais comuns
são de perda de equilíbrio. A especialista recomenda que
as pessoas, ao terminarem de assistir a um programa em 3D, não
se levantem imediatamente e façam um "exercício" que
consiste em olhar "um pouco para perto, um pouco para longe, como uma
forma de adaptar a visão ao real".
De acordo com estudiosos do assunto, caso a pessoa sinta algum
desconforto ao assistir programas com a nova tecnologia, ela deve tirar
os óculos e descansar a vista por cerca de dez minutos. Caso os
problemas persistam, a instrução é que a pessoa
pare imediatamente de ver TV e procure um médico. Há
relatos de pessoas que descobriram que tinham problemas como miopia e
astigmatismo após assistirem a programas em 3D.
O Código do Consumidor previu todas essas
situações e pune o fornecedor (fabricante, comerciante,
intermediário, prestador de serviços) que, ao fornecer
produtos ou serviços, “causar danos aos
consumidores”. Parabéns para a Samsung que, em boa hora,
toma a iniciativa de alertar, informando sobre os perigos da
utilização do produto. Que outros sigam seu exemplo.