portalbip.com (Fernando Vasconcelos) 17/05/2010
Nas conversas de bar, dos corredores de Faculdades ou nas mesas de
cafezinho escuta-se, a todo o instante, comentários a respeito das
loucuras da modernidade. As pessoas se surpreendem a cada instante,
seja pelos avanços da tecnologia ou da criminalidade, mas, também,
pelos acontecimentos curiosos e, muitas vezes,
inacreditáveis que o mundo moderno proporciona. Vejamos alguns desses
casos, impensáveis há alguns anos:
Uma mulher israelense obteve a autorização da Justiça de seu país para
poder utilizar os espermatozóides de um jovem que sequer conhecia. Ele
morreu de câncer aos 22 anos, oito meses após congelá-los. O caso da
mulher, de 40 anos, moradora de Jerusalém, foi tratado em uma corte do
distrito de Haifa, no norte de Israel, que autorizou a utilização do
sêmen congelado que o jovem colheu pouco antes de submeter-se a um
tratamento de quimioterapia. Enfermeiras relataram que ele tinha medo
de ficar estéril.
A morte do jovem deixou seus pais sem descendência. Então, eles viram
na oferta da mulher a oportunidade de ter netos e assinaram um acordo
com ela. Os serviços sociais do Estado deram sua aprovação ao
documento assinado pelas partes, mas outros organismos proibiram a
entrega dos espermatozóides por razões éticas, religiosas e legais.
Contestada pela Procuradoria Geral, a mulher israelense sustentou que
"ao deixar seu sêmen para um uso futuro, o jovem pretendia ter filhos
com uma desconhecida". O Ministério da Saúde israelense - chamado a
intervir no feito na condição de terceiro interessado - adotou a mesma
linha e os procedimentos médicos e clínicos foram feitos com sucesso.
Numa outra situação inusitada, foi aplicada “pena de três anos para
motorista bêbado que urinou em policial”. Daniel L. Shilts Jr., de
36 anos de idade, foi sentenciado a uma pena de três anos em regime
aberto, mediante condições. por haver urinado em um oficial da
polícia. Shilts foi preso em novembro de 2008 depois de bater num
poste em uma estação de gás Plymouth e, em seguida, quase colidir com
um carro de polícia. Isso aconteceu depois que um policial o viu
dirigindo no estacionamento fazendo varias voltas e perdendo o
controle da direção. No caminho até a delegacia, depois de não passar
no teste do bafômetro e em outros testes de sobriedade, ele urinou no
banco de trás da viatura. Atravessando as grades de proteção, ele
mirou a urina num dos dois policiais que se encontrava no banco da
frente.
Os leitores já imaginaram uma mulher, no Brasil, com o nome de "Feliz
Natal"? Pois aconteceu nos Estados Unidos. Não deve ser fácil para
uma norte-americana carregar o nome próprio de Merry Christmas (sim,
Feliz Natal!), em qualquer feriado e época do ano. A americana Merry
Christmas, 44 anos de idade, que ouve desaforos e piadinhas desde que
se entende por gente, chegou ao limite de sua capacidade de tolerar
incômodos e partiu para a reação.
Moradora da aprazível West Palm Beach, na costa leste da Flórida
(EUA), Merry envolveu-se numa confusão que exigiu a presença de uma
guarnição policial na praia de Boynton. É que outra freqüentadora da
praia havia chamado a cidadã Feliz Natal de "Mrs. Merry Holiday"
(Senhora Alegre Feriado), entre outras ironias, rebatidas com
xingamentos impublicáveis. Como Merry Christmas não estava em clima
natalino, partiu para a briga. Ante a ação policial, Merry se recusou
a ser interrogada e acabou brigando também com uma das policiais, a
qual, sentindo-se desacatada, algemou Feliz Natal e a levou para a
delegacia.
Liberada - depois de algumas horas no xadrez - Merry terá de
comparecer à corte local, acusada por distúrbios e desacato. Na
decisão, o juiz manifesta que "entende a ocorrência dos dissabores",
mas espera que a acusada "reflita sob o incentivo do espírito
natalino".