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Aumentou... diminuiu

portalbip.com (Fernando Vasconcelos)  25/04/2010
Os antigos nos diziam que ainda haveríamos de presenciar coisas horrorosas e aproveitavam para preconizar o “final dos tempos”. Realmente, nas últimas três décadas, com a velocidade das comunicações e o incremento das inovações tecnológicas, muita coisa mudou e chegam a causar espanto.

Das terras de Lênin nos vem a notícia de que “um russo aumenta o pênis, mas se arrepende e pede liminar para desfazer cirurgia imediatamente”.Se minha ex-professora dona Benildes ainda estivesse viva, diria, com certeza:

- É o fim do mundo, meu filho!

A notícia que nos chega da Rússia, apenas informa que um paciente russo, identificado apenas como Konstantin, passou por uma cirurgia para aumentar seu pênis em fevereiro, em uma clínica em Moscou, mas se arrependeu e agora quer desfazer a operação.

Na época da cirurgia, os médicos haviam alertado Konstantin que ele não necessitava fazer a operação, pois o tamanho de seu pênis "era normal". Mas ele argumentou que não estava satisfeito e queria ter um membro maior. Alegou problemas de realização pessoal, desempenho com as parceiras e necessidade de afirmação.

Konstantin, que tem quarenta anos de idade, tinha aumentado seu pênis em dez centímetros, passando de 15 cm para 25 cm. No entanto, depois de algumas experiências passou a se queixar para os médicos de que "a mudança não foi bem recebida pelas mulheres".

- Parece que o tiro saiu pela culatra, doutor – afirmou um cabisbaixo Konstantin. Pensei que iria fazer o maior sucesso com as mulheres, mas parece que se deu o contrário. Elas não gostam, doutor.

Konstantin voltou à clínica apenas um mês depois da cirurgia, implorando que os médicos revertessem a operação. Sua pretensão não foi atendida. O russo, então, ingressou com uma ação judicial, requerendo medida liminar com o objetivo de desfazer o implante. O juiz da causa determinou que, para que pudesse apreciar o pedido de antecipação da tutela, a clínica fosse ouvida, informando os médicos os dados técnicos da cirurgia, motivação e estados do paciente, antes e depois do ato cirúrgico.

Os médicos responderam ao magistrado que "clinicamente, a redução não será possível de ser feita agora, devendo o paciente esperar de seis a oito meses para fazer uma nova intervenção". A clínica complementou que "para definir a data provável da cirurgia, o cliente deverá retornar para exames dentro de cinco meses".
O juiz, então, julgou a ação extinta, sem julgamento do mérito.

Konstantin convive, agora, com um dilema: agüentar as piadinhas dos colegas de trabalho, que o chamam de “puxa, estica” ou levar tudo na base da gozação enquanto espera o tempo alegado pelos médicos.
Fernando Vasconcelos
  • Escritor, promotor de Justiça aposentado, mestre e doutor em Direito Civil pela UFPE. É professor da UFPB e do UNIPÊ
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