portalbip.com (Fernando Vasconcelos) 18/03/2010
No ano de 2006, neste mesmo cantinho de jornal, fiz uma crônica
intitulada “Parabéns, João Ricardo”, na qual homenageava a cidade de
João Pessoa pelo 05 de agosto e também o Prefeito Ricardo Coutinho
pelas obras que estava realizando em nossa cidade. Não era uma
homenagem política, mas uma homenagem cívica, de cidadania, pelo que
ele e sua equipe estavam fazendo por João Pessoa.
Falei das mudanças empreendidas na Festa das Neves, onde, por volta de
23 horas, presenciei uma cena insólita: fiscais uniformizados pediam
para um ambulante retirar a carroça do meio da avenida, pois
atrapalhava o “passeio” dos pedestres. Outra: um locutor anunciava:
“atenção, proprietário Chevette placas MNY 2134, venha rápido, pois
seu veículo está sendo rebocado para dar passagem a outros veículos”.
Na citada crônica falei da cidade baixa, no Varadouro, onde o asfalto
cobria quase toda a área, do baixo Roger, da Estação Rodoviária.
Invoquei até o grande poeta Jomar Souto, para que cantasse um novo
Itinerário Lírico da cidade de João Pessoa, para mostrar, no seu
lirismo, como a cidade se sentia agradecida ao jovem prefeito.
Efetivamente, na sua primeira gestão, Ricardo atacou todos os
problemas de João Pessoa, ao mesmo tempo. Onde houvesse um
engarrafamento de tráfego, ali a equipe da Prefeitura promovia
mudanças, abria calçadas, desapropriava, ampliava, desafogava o
trânsito. Atacavam-se os problemas enfrentados pela “elite” que
trafega pelo Retão de Manaira, recuperando praças, da Torre a
Mangabeira, sem esquecer de Mandacaru ou do Alto do Mateus.
Meu entusiasmo era tão grande pelas obras que permeiam toda a cidade
que mencionei a renomada arquiteta Sandra Moura, a qual, do alto de
sua sensibilidade, deu um presente ao prefeito e à cidade: um projeto
para revitalização do Pavilhão do Chá. Estava ali a oportunidade de
ouro para restaurar a “menina dos olhos” desta vibrante cidade. De uma
só feita atacou obras na Praça Venâncio Neiva, no Ponto de Cem Réis e
na Lagoa. Terminou o projeto do Ponto de Cem Réis, embora eivado de
críticas.
Mas, e agora, cadê o Prefeito? Nessa segunda gestão, Ricardo “sumiu”.
Fala-se que está descendo a Serra da Borborema, em busca de outras
paragens. Quer ser Governador? Ótimo! Mas, primeiro, termine a obra
desta grande Filipéia de Nossa Senhora das Neves. Quer governar o
Estado? Reforme o Mercado da Torre, termine o Pavilhão do Chá, a
calçadinha de Manaira, o calçadão do Bessa.
Antes tão presente, agora o povo pergunta: “cadê o prefeito”? Sua
equipe é preparada, excelente, a exemplo de secretários como João
Azevedo, de reconhecida capacidade técnica e operacional. Não se
deixe, prefeito, levar pelos “ares” da Serra da Borborema, onde também
lá existe um prefeito operoso, o filho do saudoso Vital do Rego.
Termine o Mercado Central, não deixe as calçadas das praias se
deteriorarem, determine o trabalho de conclusão de retirada daqueles
monstrengos da praia, denominados “barracas”. Aí, sim, prefeito, o
senhor estará preparado para governar o nosso Estado, sob as bênçãos
de Nossa Senhora das Neves.