portalbip.com (Fernando Vasconcelos) 11/11/2009
Desde que o Presidente Lula conseguiu “emplacar” nada menos do que
oito Ministros do STF nos seus dois governos, começaram a pipocar, de
todos os lados, gritos contra a forma de escolha dos Ministros do STF.
A mesma coisa está acontecendo nos Tribunais, onde o Quinto
Constitucional (vagas destinadas a advogados e membros do Ministério
Público) é alvo de críticas e sugestões.
E como se dá a escolha dos Ministros para comporem a mais Alta Corte
do País, aquela responsável pela guarda da Constituição e pela ordem
jurídico-constitucinal do Brasil? Para ser ministro do STF basta ser
um “cidadão com mais de trinta e cinco e menos de sessenta e cinco
anos de idade, de notável saber jurídico e de reputação ilibada”.
Pergunta-se: então, um autodidata que não tem há curso superior, mas
detenha notável saber jurídico poderia integrar o STF? Claro que sim.
A principal crítica que se faz é o excesso de poder do Presidente da
República, também para as nomeações dos Tribunais Superiores. Sem se
falar no problema da indicação “meramente política.A Associação dos
Magistrados brasileiros vai apresentar proposta à Câmara Federal com
cinco alterações. A PEC (proposta de emenda constitucional) para
modificar a maneira como os ministros do Supremo Tribunal Federal são
nomeados sugere cinco modificações.
O indicado seria escolhido pelo presidente a partir de uma lista
sêxtupla elaborada pelo STF; metade da corte seria composta por
magistrados de carreira - hoje há apenas um; o Senado teria de aprovar
o nome com pelo menos dois terços dos votos. Muitos críticos acham que
aquela sabatina atual no Senado "é mera formalidade".Além disso, o
escolhido precisaria ter pelo menos 45 anos (hoje, a idade mínima é de
35 anos) e, caso ocupe funções públicas como ministro, governador,
advogado-geral da União ou procurador-geral da República, teria que
passar por três anos de quarentena.
Segundo, ainda, a AMB, Lula já indicou mais de 50% dos magistrados dos
quatro tribunais superiores do país. Acho que os magistrados têm
razão. É melhor que se coloquem nas Cortes julgadoras pessoas com
maior experiência de julgar.A Democracia tem muitas veredas, nem
sempre condizentes com a realidade. Mas, tanto os Tribunais
Superiores, quanto a Corte Constitucional, têm de se apresentar mais
técnicos do que políticos, mais preparados juridicamente do que na
área política. O mesmo deve ocorrer com a redefinição do Quinto
Constitucional.