portalbip.com (Fernando Vasconcelos) 01/07/2009
Os jornais ingleses estamparam no mês passado: “advogado
britânico cobra até a hora em que faz sexo com a cliente: são 250 libras
esterlinas”. A britânica Anal Sheikh, de 48 anos, acusa o advogado Marc
Beaumont, de 46, ter cobrado 250 libras (cerca de R$ 810) pelo tempo que
ele gastou tendo relações sexuais com ela. O assunto foi destaque em
matéria de capa em vários tablóides ingleses.
Em ação por dano moral ajuizada na semana passada, ela diz que o advogado
- que é casado e tem três filhos - cobrava 250 libras por hora para
preparar uma defesa em um processo disciplinar instaurado contra ela. No
entanto a mulher destacou que "ele cobrou a mesma verba para um encontro
em que eles beberam uma garrafa de vinho e fizeram sexo". Na ocasião, a
esposa do advogado e seus filhos estavam viajando em férias.
O advogado, apesar de antiético, não mentiu. Na nota de honorários,
apresentada - e que é a origem da ação judicial - há um item: "visita
especial e drink no Grimsdyke Hotel".
A mulher, sentindo-se ofendida e prejudicada material e moralmente, entrou
com uma ação reparatória de danos contra Beaumont pedindo uma indenização
de aproximadamente 800 mil libras (cerca de R$ 2,58 milhões).
O fato é inusitado, pois apesar dos casos conhecidos de envolvimento
sexual de profissionais com suas clientes ou pacientes, via de regra
acontece o contrário: ou o sexo é de graça ou quem paga as despesas é o
profissional. Nunca se teve notícia de paciente ou cliente pagar para
fazer sexo com seu médico ou seu advogado.
Procurado pelos jornais, o advogado não quis comentar as acusações feitas
por Anal Sheikh - apenas adiantando:
- Trata-se de um delírio que será enfrentando na contestação da ação
judicial.
A inglesa, por sua vez, deitou falação aos repórteres:
- Vejam o absurdo: você pagar 250 libras esterlinas (cerca de R$ 810) por
uma consulta a um advogado, já é um absurdo. Imagine se esse mesmo
profissional usa e abusa de sua cliente e ainda cobra o mesmo valor.
- Mas, ele abusou da senhora ou a senhora foi de livre e espontânea
vontade? – indagou uma repórter.
- Forçada, não, que ele é até charmoso. Mas pensei que uma forcinha na
cama ajudada a fazer o processo andar.
- Então a senhora gostou?
- Sim, gostei, minha filha. Mas, vou ter de pagar por isso? Não sou
nenhuma prostituta.
Os tribunais ingleses contarão, a partir de agora, com mais essa “batata
quente”. Será assédio sexual ou assédio moral? Pelas leis brasileiras, o
causídico estaria fadado a pagar uma gorda indenização.