PUBLICIDADE

Fale conosco
Quem somos
Comunidade PortalBip
João Pessoa - PB -

Homem ou mulher?

portalbip.com (Fernando Vasconcelos) 22/03/2009

Em tempos mais remotos, mulher passava por ou homem (ou vice e versa) em festas carnavalescas ou nos famosos bailes de máscara. Hoje, com essa “guerrilha” dos sexos, todo o cuidado é pouco. Mulher que é chamada de “homem” ou homem chamado de “mulher” pode terminar em cadeia ou em indenização por danos morais.

Pois acabo de ler na Rede Mundial de Computadores: “Mulher confundida com homem ganhará indenização de R$ 57 mil reais”. O caso ocorreu em West Village, em New York. Um restaurante desta cidade cosmopolita, no qual uma mulher provou ter sido convidada a deixar o banheiro - e posteriormente o próprio estabelecimento - porque ela se parecia demais com um homem, fechou acordo para indenizá-la em US$ 35 mil, cerca de R$ 57.627, e se comprometeu a alterar suas práticas de trabalho.

A mulher, Khadijah Farmer, que se admite como "não muito feminina", foi ao restaurante, Caliente Cab Company, com uma sua parceira, depois da parada do orgulho gay, em 24 de junho do ano passado. Quando a cliente ingressou no banheiro feminino, um segurança entrou e ordenou que ela saísse. Farmer, muito chateada, exibiu uma carteira de identidade estadual que continha sua foto e a identificava como mulher. O segurança insistiu para que ela deixasse o banheiro. Em seguida, todo o grupo de que Khadijah fazia parte foi expulso do estabelecimento. Poucos dias depois, o Transgender Legal Defense and Education Fund iniciou ação por dano moral, numa corte estadual, em Manhattam, por "discriminação sexual".
O fato repercutiu intensamente na Imprensa norte-americana pelo inusitado do fato. Fosse numa cidade pequena, com população não muito diversificada, até que se poderia esperar atitude desse tipo. Mas, em Nova York, era demais...

Citado pelo juizado local, o restaurante Caliente Cab preferiu transacionar e o acordo foi assinado na presença das autoridades judiciárias da localidade, além das duas prejudicadas e do seu grupo de amigos... O restaurante também pagará as custas judiciais e os honorários, que totalizam cerca de US$ 15 mil.

Entre as práticas de trabalho que o estabelecimento concordou em mudar, está a inclusão de uma cláusula que proíbe discriminação de sexo e expressão sexual em suas normas empresariais; a adoção de um código de vestimenta semelhante para os seus funcionários de ambos os sexos; e a correção do manual dos funcionários a fim de estipular que "os freqüentadores ou funcionários do Caliente têm o direito de usar as instalações sanitárias compatíveis com sua identidade e expressão sexual".

São os novos tempos, as novas interpretações legais, a vitória do respeito e da dignidade contra o deboche e o acinte. Ora, restaurante nenhum do mundo tem de avaliar se seus clientes são homem ou mulher?

Primeira Página | Índice de Notícias | Fale Conosco | Quem Somos | Comunidade Portalbip

Copyright © portalbip.com - 2004 - Todos os direitos reservados  - Fone da Redação (83) 8868-1617 - Design Pedro Andrade