Há muito tempo alimento a vontade de ser parte
atuante do CVV - Centro de Valorização da Vida, mas
sempre adiava essa aproximação por uma coisa ou
outra ou mesmo falta de oportunidade para concretizar esta
pretensão. Pois bem, ontem participei da primeira etapa do
processo de seleção para atuar no CVV de João
Pessoa, hoje na condição de Posto Samaritano por
não estar atuando nas 24 horas do dia pela falta de pessoas.
Após esta seleção espera-se que seja retomada a
condição anterior, quando atuava nos três turnos
ininterruptamente.
Como funciona o CVV, para que serve e como as pessoas podem acessar a
este serviço? De forma simplificada, até porque podemos
obter mais informações dando uma pesquisada no google,
posso dizer que é um trabalho de voluntários
qualificados, compromissados com a valorização da vida do
ser humano, com atendimentos presenciais (Av. Rui Barbosa, no antigo
Lactário da Torre) ou pelo telefone 3224-4111. Estes
atendimentos preservam a identidade daqueles que procuram o Centro e
toda a conversa é mantida em sigilo absoluto, não havendo
nenhuma forma de registro, nenhum formulário é
preenchido, nenhum dado é solicitado daquela pessoa que busca
atendimento, anonimato total.
O CVV é a única instituição no Brasil que
trabalha na prevenção e combate ao suicídio,
reconhecida pelo Ministério da Saúde como sendo um
serviço de utilidade pública. É uma
instituição madura, 43 anos de existência no pais,
formada exclusivamente por pessoas voluntárias que doam seu
tempo e a vontade de ajudar a outras pessoas que estejam em momentos de
fragilidade, de solidão e com pensamentos suicidas. Combater o
suicidio é o seu maior objetivo. Entretanto, muitas vezes
atendem pessoas que querem apenas ser ouvidas naquele momento. Os
voluntários se revezam em plantões de cinco horas a cada
dia da semana, de modo que toda hora tenha sempre alguém para
prestar atendimento.
Para ser um voluntário é mister que seja maior de idade e
tenha disponibilidade de tempo, com disposição para fazer
o acolhimento com todo o respeito que a pessoa merece. O
voluntário não dar conselhos, ele escuta a pessoa e
procura valorizá-la, fazendo com que essa pessoa faça o
reordenamento dos seus pensamentos - que estavam confusos, em muitos
casos, até o momento da ligação ou do
atendimento presencial. Ligar para o CVV é uma decisão
pessoal e de momento, não há agendamento, nem consultas
programadas, não é terapia. Por isso para ser um
voluntário do CVV não é exigido nenhum diploma,
tampouco o de psicólogo. Como disse, a pessoa, por um motivo
qualquer acha que estar sozinha, sente-se na solidão, lembra do
CVV e resolve, então, fazer uma ligação para falar
com alguém. Essa pessoa terá a certeza de que será
ouvida, acolhida, respeitada e poderá decidir o que vai fazer da
vida.
Se você ficou interessado no assunto, procure o CVV mais
próximo! A maioria deles estar promovendo nesse período o
processo de seleção de novos voluntários. Use o
seu coração, seja voluntário para a
valorização da vida do seu próximo.
Estou tentando, serão mais cinco a oito reuniões, a
próxima será na quinta-feira, dia 09, no início da
noite na sede da entidade, não sei se farei parte da equipe de
telefone. É mais um desafio que estou enfrentando! Fique com
Deus.
O texto acima
está publicado no meu blog www.edson-leite.blogspot.com,
criado desde 2008, para relatar as minhas experiências e
vivência, após ter sido constatado o
câncer de
estômago com metástase para o fígado.