Hoje, estou motivado a falar da minha FÉ em DEUS
para atender ao pedido de uma pessoa, realizado através do meu
e-mail. O nome dela é Carla, moradora de São Paulo
(deduzido pela operadora de telefonia).
Dispensando os comentários iniciais dela, parabenizando-me pela
feitura do blog, reproduzo abaixo trecho da sua mensagem que
fará parte desta postagem de hoje. Conclui ela, assim:
"Porém eu sou uma pessoa de fé abalável, gostaria
que escrevesse em seu blog da onde encontra tanta fé e qual
é a sua religião, segue alguma igreja, templo..."
Respondendo para Carla, e para tantos quantos cheguem até aqui,
quero primeiramente resgatar o significado da palava FÉ,
encontrado em qualquer dicionário. Fui buscar no Wikipedia -
dicionário online e bastante em uso. Lá está
escrito que a Fé "é a firme convicção de
que algo seja verdade, sem nenhuma prova de que este algo seja verdade,
pela absoluta confiança que depositamos neste algo ou
alguém." Ela se relaciona diretamente com o ato de acreditar,
confiar, mas não é o bastante para dizer que temos
fé divina- é preciso acrescentar um tempero chamado
afeição, amor naquilo que confiamos e acreditamos
existir. É a prática do respeito unilateral, ingrediente
indispensável para a prática do verdadeiro amor.
A fé em si dispensa qualquer tipo de comprovação,
do contrário ela não seria verdadeira e passaria a ter
outra denominação. No meu caso específico,
não espero simplesmente a cura da minha doença para
continuar a dizer que nutro a fé. É preciso fazer a minha
parte, até porque se nenhum tratamento for feito e eu ficar
apenas acreditando que ficarei curado, fatalmente isso não
ocorrerá...
Ressaltando a fé dentro do contexto religioso, foco desejado
pela nossa leitora - chique escrever assim - arrisco ao dizer que a
fé se manifesta de várias maneiras e pode estar vinculada
a questões emocionais e a motivos nobres ou estritamente
pessoais. Podendo existir sem nenhum razão específica ou
definida. Eu sempre acreditei na existência de Deus, como sendo
um Ser Supremo, criador de todas as coisas (incluíndo o homem),
e como tal com poderes inimagináveis para nós simples
mortais. Não foi preciso adoecer para ver aflorada essa minha
crença, pois ela nunca esteve inerte. A prática da
fé independe da prática religiosa, independe da
frequência a este ou aquele templo ou seu assemelhado. Ela (a
fé) está ou não presente dentro de nós, do
nosso coração - órgão ao qual atribuimos a
guarda do mais sublime dos sentimentos: o amor! Parece que estamos
voltando ao primeiro parágrafo acima...
De forma resumida vou responder aos questionamentos feitos pela Carla:
onde encontro encontro tanta fé? Dentro do meu
coração. Quanto a minha religião? Fui feito
católico. Se sigo alguma igreja, templo? Não.
Eu seria muito arrogante se dissesse que sou tolerante a todos os
credos e religiões, devo dizer que tenho muito respeito à
prática de qualquer tipo de manifestação
religiosa. Elas por si só são maiores que qualquer tipo
de "tolerância", pois existem independentemente da
aceitação de qualquer um de nós! E ao dizer que
somos tolerantes, imaginamos que a "nossa" religião seja a
"mais" importante. No entanto, todas são importantes! Mesmo
aquelas que não estão edificadas fisicamente ou mesmo
estejam apenas dentro de nós.
Carla, não existe fé abalável! Acredite nisso!
Fique com Deus.
O texto acima
está publicado no meu blog www.edson-leite.blogspot.com,
criado desde 2008, para relatar as minhas experiências e
vivência, após ter sido constatado o
câncer de
estômago com metástase para o fígado.