portalbip.com (Edson Leite) 11/12/2009
Recetemente vi na televisão, Rede Globo, duas
situações interessantes envolvendo pessoas amigas. A
primeira delas ocorreu na cidade de Goiânia-GO. Não fosse
pela irresponsabilidade dos envolvidos eu diria que o episódio
era digno de aplausos pelo ato de solidariedade do amigo, mas poderia
ter acabado numa tragédia mesmo.
O fato é que um sujeito caiu numa blitz policial e foi
constatado que o mesmo estava dirigindo embriagado e a ele foi dado a
oportunidade de chamar uma pessoa da família ou um amigo para
retirar o seu veículo da delegacia, evitando que o mesmo fosse
encaminhado para um desses depósitos de carros apreendidos -
afinal o carro não tinha culpa de nada, na visão do
bêbado!
Então, para acudi-lo, veio um amigo do sujeito todo prosa
dirigindo a sua camionete (não me pergunte como ele levaria os
dois carros pra casa...). Não levou nenhum, nem outro... o cara
também estava embriagado e ainda por cima com a
documentação da camionete vencida! Isso é que
é amizade, ficaram os dois em cana! Como disse, seria
cômico não fosse trágica a situação.
Moral da história: Se beber, não dirija mesmo... nem para
socorrer um amigo!
A outra situação ocorreu aqui mesmo em João
Pessoa. Uma festa de confraternização de final de ano
promovida por um grupo de pessoas amigas... tudo normal não
fosse o local de realização dessa festa. O interior de um
ônibus coletivo em seu itinerário normal, pegando os
passageiros normalmente nas paradas como manda o bom figurino, com
direito a ornamentação de bolas de sopro, frutas e outras
guloseimas.
A amizade do grupo nasceu há 08 (oito) anos na
repetição dos encontros ocorridos diariamente na mesma
parada (na reportagem dava para entender que era no ponto inicial dessa
linha do coletivo do Conjunto Ernesto Geisel), sempre no mesmo
horário matutino.
Muitas nem sabem aonde a outra mora, são amigas dali, da parada
mesmo. Isso sim é uma demonstração de
reconhecimento do valor de uma pessoa, mesmo sem maiores
vínculos pessoais estão nutrindo o carinho da amizade e
da solidariedade humana.
Parabéns a esse grupo do Geisel! O importante é
considerar as pessoas como sendo nossos amigos de verdade, não
importa de que forma nos conhecemos... se no trabalho, na praça,
numa festa ou numa parada de ônibus.
Esta segunda história me faz lembrar que no condomínio
onde moro ocorre exatamente o contrário, mesmo convivendo a
poucos metros de distância muitas pessoas passam umas pelas
outras e sequer fazem um cumprimento, esquecem de cordialidades
básicas como desejar um bom dia, uma boa noite... Ora, há
quem deixe a porta aberta quando entram no prédio - apesar de
existir uma placa na porta que adverte sobre o risco de ficarmos
expostos a meliantes.
Viver em comunidade não é fácil mesmo, não
é para qualquer um, é preciso ter tido
educação doméstica bastante sólida. Um dia
o espírito do grupo do Geisel tomará conta da maioria...
Fiquem com Deus!