Eu tenho muitas coisas para contar. Poste-se boas e más, e estas
entristecem, estarrecem e causam indignação. A humanidade fere a
humanidade aos olhos de Deus, indiferente a seu castigo ou
generosidade.
Já ouvi dizer que não é o criador quem pune, mas a criatura.
Inteligente, Deus criou leis, qual a da ação e reação descoberta por
Newton, conhecida como terceira lei. A injustiça já começa aí, ao se
creditar a lei como obra da criatura. Ora, quem inventa é Deus, o
dever do homem é buscar conhecimentos, levados pelo espírito
da inquietação e persistência, para descobrir seus segredos.
Uns são revelados, outros ocultos para que o orgulho e a prepotência
da criatura não atinjam limites insuportáveis, a ponto de causarem
ameaça à vida do planeta.
Senhor do próprio nariz o homem avança, lança-se sobre o sagrado,
indiferente às conseqüências. O resultado é o desequilíbrio. A Terra
tem um ritmo que o oxigena e lhe garante vida. Como um barco que foi
inventado para navegar, suporta a interferência das ondas, mas há um
limite.
O mundo tem suportado agressões e os efeitos parecem ser a própria
revelação ou apocalipse sobre o fim iminente. Coisas que até então
permaneciam secretas a um profeta escolhido por Deus agora se
pronunciam sobre a luz do horizonte.
O livro da história, escrito por mãos do bem e do mal, tem inúmeros
autores, uns símbolos da paz e da justiça como Cristo, Ghandi e Madre
Tereza; outros verdadeiros representantes do mal – os anticristos, a
exemplo de Calígula, fonte de crueldade,
extravagância e perversidade sexual, apresentando-se como um tirano
demente. Hitler, talvez por ser acontecimento recente, assume o posto
de maior represente da desordem.
A cada dia catadores das ruínas da Segunda Guerra revolvem dores
silenciadas pelo passado. Arquivos do gueto de Varsóvia contam que um
burocrata responsável pela deportação em massa, Adolf Eichmann, estava
preocupado apenas com a pontualidade dos
trens da morte. Era a banalização da vida.
Horrores continuam a ocorrer por inúmeras regiões africanas enquanto
nações ricas assistem a tudo com frieza e irresponsavelmente. Ora, o
mundo é uma nave do tempo
que carrega ricos e pobres, pretos e brancos, o oxigênio existente
assiste a todos, a água também. Crescendo o desequilíbrio a turma do
porão vai forçar a porta que conduz à primeira classe. Conseguir é
questão de prazo.
Que a humanidade abra os olhos, assuma os erros e os corrija antes que
o fogo se alastre e fuja ao controle. Ainda é possível. Falo pela
sabedoria de um provérbio, que reza: “Faltando lenha, apaga-se o fogo;
e não havendo difamador, cessa a contenda.”
As forças universais estão em movimento constante, são eternas.
Transformam-se e transformam com o tempo, através dele. Tudo é
dinâmico e muda devido à outra lei, conhecida por evolução. Toda a
educação, no momento, não parece motivo de alegria, mas de tristeza.
Depois, no entanto, produz naqueles que assim foram exercitados um
fruto de paz e de justiça.
O ano de 2010 inicia sem mudanças consideráveis. Nações como o Brasil
e China despontam mas a violência e a desigualdade são os maiores
vícios. Que fique ciente, transparente e ao alcance de todos: “Sem o
controle dessas endemias a paz será um mero sonho, já que economia
crescente carece de contrapartidas sociais.
Sobre a paz escreveu João Paulo II: “...exige quatro condições
essenciais: Verdade, justiça, amor e liberdade."
A você, um 2010 de paz e justiça!