O presidente do Tribunal de Justiça, Antônio de Pádua Lima Montenegro, está substituindo o governador do Estado, Cássio Cunha Lima, interinamente, desde a semana passada, por um período de 15 dias.
Da presidência do TJ ao Palácio da Redenção. Pádua não é somente um homem
de sorte; é disciplinado, dedicado ao que faz e inteligente. E conta com a
benção de Deus. Religioso, é devoto de Nossa de Nossa Senhora das Mercês
padroeira de Cuité, sua terra de origem.
Não é apenas nesse momento, quando o desembargador assume o governo do
Estado, que os cuiteenses, seus conterrâneos, rendem-lhe homenagens de
estima. Ele sempre foi e continuará sendo motivo de orgulho e
reconhecimento para os filhos da sua terra em razão, como cidadão, da sua
vida pautada pela ética, a moral e o zelo com a justiça e as normas
constitucionais que norteiam a democracia. Um nome que se agiganta ao
defender as violações praticadas contra as nossas instituições jurídicas.
Ele é razão de orgulho desde muitos anos, quando ainda em 1967 iniciou sua
carreira na Magistratura estadual como juiz da comarca de Conceição,
aprovado ano anterior em concurso público para Juiz de Direito.
Começava então a brilhante trajetória de um homem que um dia, ainda jovem,
partia de Cuité, cidade fincada no seio do pobre e sofrido Curimataú, rumo
à cidade grande, carregando consigo apenas saudades de casa e a esperança
de conquista que, sabia ele, viria à custo de muito sacrifício, muita
renúncia, disciplina e dedicação, como realmente veio.
Depois de Conceição foi juiz de várias comarcas, entre elas Picuí, Areia,
Campina Grande, João Pessoa e Cuité. Ele também foi presidente do TRE-PB
(Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba) e integrou e presidiu a Turma
Recursal Cível do Juizado Especial de Pequenas Causas da Comarca da
Capital.
Anos e comarcas depois, e já então juiz titular da 2ª Vara Cível da
Capital, Antônio Pádua foi escolhido pelo critério de merecimento como
desembargador do TJ-PB, em junho de 1996, em substituição ao desembargador
Mello Filho.
Esse homem religioso e devoto de Nossa Senhora das Mercês ainda cultiva os
bons hábitos que aprendeu com dona Celina, sua mãe, uma professora da
escola pública que educou centenas de alunos do seu tempo. De sólida
formação moral e ética, continua estudioso, disciplinado e cuidadoso,
sobretudo, com a família, a esposa Maria do Socorro Brasileiro Lima
Montenegro (médica, musicista e presidente da AEMP), os três filhos e os
cinco netos.
Antônio de Pádua Lima Montenegro, por todos os seus méritos, Cuité e seu
povo lhe admira, parabeniza-lhe e continuará orgulhoso do senhor, filho
ilustre que tão bem representa essa terra.
