O público campinense se delicia com a oportunidade de
conhecer um pouco da obra de um dos mais completos gênios da arte
universal: Da Vinci.
É a exposição Leonardo da Vinci na Paraíba, aberta à visitação, desde o
início do mês, na Galeria de Artes do museu Assis Chateaubriand, antiga
reitoria da FURNE.
A mostra fica em Campina até a próxima terça-feira. São réplicas de alguns
dos projetos de um Leonardo que tinha visão revolucionária e pensamento
bem à frente do seu tempo.
A exposição, pela primeira vez na Paraíba, faz parte da programação da
Semana Nacional de Ciência e Tecnologia na Paraíba, realizada pelo
Ministério da Ciência e Tecnologia, e o Governo do Estado, através da
Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia e Meio Ambiente e Fapesq -
Fundação de Apoio à Pesquisa da Paraíba.
Canhoto, o artista viveu numa época em que os canhotos eram tidos como
enviados do diabo. A teimosia em persistir a escrever com a mão esquerda
foi causa de alguns dissabores. Habilidade ou desafio, mistério ou
sagacidade, não se sabe. Mas ele era bastante afeito a enigmas, tanto que
escrevia também da direita para a esquerda, sendo apenas possível a
leitura dos seus textos em frente a um espelho. Enigmas que estão,
sobretudo, no sorriso de Mona Lisa, até hoje indefinição para estudiosos.
O nome de Da Vinci, que viveu na época do descobrimento do Brasil, estará
para sempre associado a Mona Lisa e a Santa Ceia, duas de suas pinturas
mais célebres.
Na exposição em Campina, cujas peças foram cedidas pelo MAST - Museu de
Astronomia, do Rio de Janeiro, o italiano está sendo mostrado também como
inventor, cientista, arquiteto, engenheiro e filósofo.
Destacam-se réplicas de uma igreja romana, estrebarias reais, odômetro,
tanque militar, canhão, ponte giratória, helicóptero, pára-quedas,
ventilador e outras.
Sobre sua vida íntima há algumas curiosidades. Vegetariano, seguia à risca
a dieta; como protetor de animais, comprava pássaros e bichos em feiras
para ter o prazer de libertá-los em seguida.
Para pintar "A Última Ceia" ele teria contratado 13 homens a fim de
servirem de modelos, cada qual com uma cara que exprimisse a visão de da
Vinci sobre a figura que iria representar e que o mesmo homem teria posado
para as figuras de Judas e Jesus.
Fico pensando: se Da Vinci vivesse hoje "A Última Ceia" certamente seria
muito mais expressiva e menos enigmática. Judas estaria mais pérfido e
corrupto e Jesus muito mais triste e desconfiado.
