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Da Vinci em Campina

portalbip.com (Célio Furtado) - 26/10/2007

O público campinense se delicia com a oportunidade de conhecer um pouco da obra de um dos mais completos gênios da arte universal: Da Vinci.

É a exposição Leonardo da Vinci na Paraíba, aberta à visitação, desde o início do mês, na Galeria de Artes do museu Assis Chateaubriand, antiga reitoria da FURNE.

A mostra fica em Campina até a próxima terça-feira. São réplicas de alguns dos projetos de um Leonardo que tinha visão revolucionária e pensamento bem à frente do seu tempo.

A exposição, pela primeira vez na Paraíba, faz parte da programação da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia na Paraíba, realizada pelo Ministério da Ciência e Tecnologia, e o Governo do Estado, através da Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia e Meio Ambiente e Fapesq - Fundação de Apoio à Pesquisa da Paraíba.

Canhoto, o artista viveu numa época em que os canhotos eram tidos como enviados do diabo. A teimosia em persistir a escrever com a mão esquerda foi causa de alguns dissabores. Habilidade ou desafio, mistério ou sagacidade, não se sabe. Mas ele era bastante afeito a enigmas, tanto que escrevia também da direita para a esquerda, sendo apenas possível a leitura dos seus textos em frente a um espelho. Enigmas que estão, sobretudo, no sorriso de Mona Lisa, até hoje indefinição para estudiosos.

O nome de Da Vinci, que viveu na época do descobrimento do Brasil, estará para sempre associado a Mona Lisa e a Santa Ceia, duas de suas pinturas mais célebres.

Na exposição em Campina, cujas peças foram cedidas pelo MAST - Museu de Astronomia, do Rio de Janeiro, o italiano está sendo mostrado também como inventor, cientista, arquiteto, engenheiro e filósofo.

Destacam-se réplicas de uma igreja romana, estrebarias reais, odômetro, tanque militar, canhão, ponte giratória, helicóptero, pára-quedas, ventilador e outras.

Sobre sua vida íntima há algumas curiosidades. Vegetariano, seguia à risca a dieta; como protetor de animais, comprava pássaros e bichos em feiras para ter o prazer de libertá-los em seguida.

Para pintar "A Última Ceia" ele teria contratado 13 homens a fim de servirem de modelos, cada qual com uma cara que exprimisse a visão de da Vinci sobre a figura que iria representar e que o mesmo homem teria posado para as figuras de Judas e Jesus.

Fico pensando: se Da Vinci vivesse hoje "A Última Ceia" certamente seria muito mais expressiva e menos enigmática. Judas estaria mais pérfido e corrupto e Jesus muito mais triste e desconfiado.

Célio Furtado
  • Jornalista, cronista, artista plástico, colunista do jornal  A União
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