Fale conosco
Quem somos
Orkut PortalBip
Twitter PortalBip
João Pessoa / PB -

Pessoas que viram coisas

portalbip.com (Aucélio Gusmão) - 02/01/2012

Quando se fala "coisas" duas vertentes podem levar ao exato pensar. A primeira refere-se a bens, haveres, propriedades, riquezas, valores. A segunda a negócios, afazeres, interesses, ocupações.

Neste sentido, todo objeto de posse assume a forma de uma "coisa" e serão estas coisas que teremos ou não teremos, conquistaremos ou não, que acabarão por determinar nosso próprio destino.

Na verdade as "coisas" não são apenas objetos, elas podem se apresentar como idéias, pensamentos, até paixões. Esta é a razão pela qual todos os nossos desejos tendem a "coisificar" artefatos, possibilidades, caminhos e também pessoas.

A história universal explica "quando homens pequenos projetam sombras extensas é sinal que o sol está se pondo", como também "águas agitadas demonstram falta de profundidade". Neste contexto a dialética do roubo da posse merece ser discutida neste escrito. A razão de uma parcela considerável da inveja e da insatisfação estarem atreladas à carência verdadeira, mas o olhar para o que os outros possuem, é a verdade.

Tanto é assim, que se nos for dado ter estas coisas cobiçadas, não alcançaremos o bem estar. É que a guarda das "coisas" mal conquistadas, não reproduz a riqueza de tê-las possuídas.

A guarda das "coisas" mal conquistadas, não reproduz a riqueza de tê-las possuídas.

Quem sabe muito bem disto é o invejoso, por isso mesmo não quer o que o outro tem. Tomar o que o outro tem é o desejo real do ciumento. O invejoso, na verdade, quer apenas obstruir a posse do outro. Não aceita a condição de roubar, conquistar de forma ilícita.

Personalidades patológicas tem os dois. Perdem o conceito, afastam-se dos critérios morais. Arruínam o caráter, perdem a compostura.

Que dizer dos que usam e abusam do anonimato para caluniar e injuriar? São portadores de uma pobreza moral sem par. Para Miguel de Cervantes, não pode deixar de ser inserida a coragem e afirma "o significado da verdadeira coragem está entre os extremos da covardia e da impetuosidade".

A covardia é tida como a falta de brio, medo, paúra, fraqueza, poltronice, pusilaminidade, temor, pessoa de caráter deplorável, venal. Já o impetuoso é aquele arrojado, frio, malvado e insensível. São extremos efetivamente. Ao covarde sobram subterfúgios, calunia e injuria às escondidas. Do impetuoso espera-se pouca sensibilidade na condução das coisas.

Contrariando as afirmações que fizemos no parágrafo inicial, existem pessoas que perdem na vida pela ambição e possessividade. Para satisfazerem seus objetivos, esquecem os limites éticos, padrões de convivência e de respeito.

Suas maneiras de ser envolvem processos aliciadores e manipuladores, embasados na mentira, na inverdade. No conceito geral de vida tornam-se "coisas", se coisificam, de tantos desvios dos padrões verdadeiros e legítimos praticarem.

Vivem devaneios para maldade, pobres de espíritos que são. Assumem a maldade como atitude natural. Pasmem!

Aucélio Gusmão
  • Médico anestesiologista, escritor, presidente da UniGente-JP e da Unimed-JP
  •  
  • Fale com o colunista
  •  
Colunas Anteriores

Primeira Página | Índice de Notícias | Fale Conosco | Quem Somos | Comunidade Portalbip

Copyright © portalbip.com - 2004 - Todos os direitos reservados  - Fone da Redação (83) 8868-1617 - Design Pedro Andrade