É impossível ao homem viver sem a
verdade. Deprecia a sua imagem, arruína o seu caráter.
Verdade exige mais que referência, é preciso ser de fato.
Geralmente as pessoas que convivem com a mentira ou o sofisma,
são pessoas desprovidas de ideais e amigos, isoladas, seres
sociais que precisam justificar suas presenças, pairas, pessoas
inafirmativas.
Viver é ter uma tarefa a cumprir – do bem – de
maneira satisfatória, com respeito pelos semelhantes, tendo a
consciência que a ética é a
materialização da verdade na ordem prática.
A ética é a materialização da verdade
na ordem prática.
A verdade não é algo inventado. É antes de tudo
algo que se descobre. Não é mera teoria, sua
ausência pode comprometer todo o nosso ser, levando-nos ao
descrédito.
Honra, moral e ética caminham juntas. Lope da Vega, poeta
Espanhol, certa ocasião afirmou “A verdade não tem
medo de nada, a não ser de estar escondida”. Nitzsche, o
filósofo Alemão achava que não há fatos
eternos nem verdades absolutas. Existem variáveis, bem piores,
decorrentes do avarento, do desonesto, da covardia, do falso ou do
desequilibrado.
Estes inclusive são detentores de personalidades oscilantes,
perigosos para qualquer sociedade.
Quem convive com o correto e o justo, cria uma harmonia entre a
razão e a emoção. A razão, tal qual a
verdade, sem emoção é fria. Já a
emoção sem a razão é perigosa, pois o
pensar não se antecipa ao fazer, daí só
equívocos, injúrias e irresponsabilidades acontecerem.
Na amizade há uma troca de afetos e aprendizagem.
Aristóteles disse que diante da amizade sadia, justa, cotejada
por verdades, não há necessidade de justiça, por
não existir amizade injusta, senão a ética e a
moral se distanciariam.
Aqueles que mentem ou sofismam, abusam da fé alheia, ludibriam a
consciência dos outros, usam no cotidiano
insinuações cavilosas, procurando adquirir dotes que
não são detentores, não merecendo o respeito dos
demais.
Pobres daqueles que não conseguem conviver com a verdade, afinal
nem todas as verdade são para todos os ouvidos. A verdade nunca
prejudicou uma causa justa – Gandhi.