O homem precisa de um aprendizado continuado no curso
de sua vida. Quem segue um caminho diferente, de repente, se depara com
a obsolescência, muitos passaram na sua frente, tornaram-se mais
competitivos e melhores.
Gente não nasce pronta e vai se gastando. Na verdade, as
realidades é que mudam e com elas as necessidades, daí a
razão de atualizações permanentes.
Vejam só. Até o pedantismo social consumista mudou. Antes
a referência era posse de bens, que estabelece a diferença
“eu tenho isto e você não tem”, “eu sou
melhor que você porque tenho isto ou aquilo”.
O foco atual é outro. Da posse passou para familiaridade e
consumo, conhecer e consumir corriqueiramente. “Você ainda
não conhece?”. “Você ainda não
utiliza?”. Sendo assim, estabelecia sinalizações
tipo desatualização e um certo arcaísmo,
desconexão com o moderno.
Currículum Vitae significa a traje-tória da vida e
não a corrida da vida.
O cuidado deve residir na conceituação exata entre o
disponível e o supérfluo. Conhecer exatamente o valor
agregado. Dizem que Eurípedes, o grego que viveu o
período de abundância para as elites, tal qual nosso
país nos dias atuais, certa ocasião foi instado a definir
o que seria abundância, tendo respondido “um nome, nada
mais, para os sensatos, basta o necessário”.
Por outro lado, é preciso pressa. As coisas acontecem com muita
rapidez. Ou pressa, ou o trem já passou. Currículum Vitae
significa a trajetória da vida e não a corrida da vida!
Por que crescer e desenvolver? Os tempos oportunizam realidades
distintas. O bom de ontem perdeu a racionalidade nos dias atuais.
Vivemos um mundo revolucionário na tecnologia. As
distâncias foram encurtadas. Os costumes das sociedades mais
emancipadas, massificadas, globalizadas. A economia mundializada. Na
medicina, diagnósticos fabulosos, robôs operando, algo
imaginado nos filmes de ficção.
Se o conhecimento altera a qualidade de vida e cria problemas,
não é através da ignorância que podemos
solucioná-los. O conhecimento não pode fazer todos
líderes, mas pode ajudar a decidir que líder seguir.
Não há nada mais inútil do que fazer de forma
eficiente o que não deveria nem ser feito. Quanta coisa
já se fez sem que impactasse no viver do homem? Não se
esqueçam, há dois objetivos na vida: primeiro conseguir o
que se deseja e ser feliz, segundo ser capaz de se aproveitar disso.
Só os mais sábios alcançam a segunda etapa, disse
Logan Smith, ensaísta americano.