Vez por outra encontramos pessoas agressivas ao
dialogar. Dependendo do estado de humor ou de suas pretensões,
alternam doçura com rispidez, verbalização
afável e carinhosa com grosseria.
Com respostas contundentes e desconcertantes, adotam os fatores
surpresa e veemência como modelo para deixar os circunstantes
atônitos, mudos, sem palavras para revidar, ocasião que
julgam assumirem o comando das ações. Isto reflete um
processo de insegurança, muitas vezes descabidos, até
porque em alguns momentos possuem qualidades que podem lhes assegurar
relações interpessoais prósperas, duradouras e
salutares, sem riscos.
Para eles suas verdades são únicas e
inquestioná-veis
Outras tantas se mostram sarcásticas e irônicas, na
premissa de tirar a paz e a tranqüilidade do outro. Falam alto,
maltratam ou desvalorizam seus semelhantes, tornando-os fracos,
inseguros e desestabilizados emocionalmente.
As pessoas que adotam a violência vivem sempre na defensiva,
sentem-se inferiorizadas, razão pela qual estão a todo
instante prevenidas contra gestos ou palavras que julguem
depreciativas. Sua consciência é de que não
é uma pessoa aceita e de que todas as outras lhe repelem.
São detentoras de uma visão pessoal e dela não
abre mão. Para elas suas verdades são únicas e
inquestionáveis. Do alto dos seus egos assim afirmam:
ninguém me diz o que tenho que fazer; tenho minhas
convicções.
Comumente alteram o tom da voz, postura física e gestos, como
maneiras de intimidação. Merecem atenção
especial, no seguinte sentido: são ambivalentes, mutantes e
solidários, enquanto você servir aos seus objetivos. Caso
deixem de servi-los, negarão e boicotarão tudo aquilo que
aplaudiram.
Conviver com eles, portanto, é viver em permanente expectativa.
Vejam bem, seu bem estar dependendo do humor do outro. Adotam comumente
a palavra “não” como chave ou refrão, quase
sempre sem a menor avaliação. Usam e abusam da
incontinência verbal. Criam realidades que não existem,
tendo como propósito despertar medo e intimidação,
na expectativa de assegurar poder e domínio.
Demóstenes, o filósofo assim se expressou: as palavras
que não são seguidas de fatos, de nada valem. As palavras
são como moedas, uma vale por muitas, do mesmo modo que muitas
não valem por uma, daí a necessidade de
utilizá-las com responsabilidade, inteligência e
precisão.
A dificuldade de convivência existe e não é
fácil. Os fatos não deixam de existir simplesmente se
forem ignorados. Os limites da tolerância humana muitas vezes se
esgotam.
Ignorá-los é um caminho. Rebatê-los com
inteligência, critério e educação, outro.
Ceder e se amedrontar, jamais!