Certa ocasião, George Santayana vaticinou
“aqueles que não conseguem se lembrar do passado,
estão condenados a repetí-lo”. Isto decorre do fato
de que a condição humana não mudou, o mundo
continua impulsionado por desejos, paixões e
ambições.
Por outro lado, é preciso se considerar que toda visão
deve ser projetada para um longo prazo, até porque a
história se revela sempre lentamente, razão pela qual a
verdade leva tempo para ser descoberta.
O óbvio é quase sempre simples, tão simples,
que às vezes não é percebido, pois, um simples
olhar não o enxerga.
Mark Twain pensou e escreveu assim: você não consegue
chegar à verdade das pessoas até que elas estejam mortas,
às vezes até muito tempo depois de mortas. É uma
realidade presente, atestada pela própria história
universal.
Todo problema quando resolvido é considerado simples (General
Motors). O óbvio é quase sempre simples, tão
simples, que às vezes não é percebido, pois, um
simples olhar não o enxerga. Em contrapartida idéias
inteligentes, engenhosas ou complicadas fogem do caráter
obviedade.
A história da ciência, das artes e dos grandes
desenvolvimentos no mundo dos negócios é uma
história de homens que tropeçam em soluções
para problemas complexos. Neste sentido, a solução quando
encontrada poderá ser considerada clara, evidente, óbvia.
Qual seria então a relação com a natureza humana?
Normal e conseqüente, na medida em que o público é
curiosamente óbvio em suas reações, porque a
mentalidade do público é simples, direta e não
sofisticada.
Outro bom caminho é o ao se ter uma idéia, plano ou
projeto, escrevê-lo com palavras comuns, de uma ou duas
sílabas, como se estivesse explicando a uma criança. Caso
careça de grandes explicações já se remete
a pensar distante do óbvio. Quando você encontrar
resposta, aí sim a resposta será simples, e você
imaginará “como não pensei nisto antes?”
É a obviedade desperta, explodindo.
Por fim, existe o tão decantado “momento certo”. Nem
antes, nem atrasado. Nele reside a oportunidade, exatamente quando a
ação resolve e o óbvio se apresenta pleno e
definitivo.
O óbvio caminha junto com o bom senso. Este deve ser entendido
como a sabedoria compartilhada. Alguns líderes ou dirigentes
deixam o bom senso no estacionamento quando vão trabalhar e
decidir. Nos dicionários bom senso significa: o bom julgamento,
sem viés emocional ou sutileza intelectual.
Para Jack Trout, se precisa de pouca coisa para se pensar simples, com
clareza e bom senso. Basta tirar o ego da situação. O bom
julgamento despreza vaidade e busca a proximidade da realidade. Evitar
imaginar como gostaria que as coisas acontecessem. O bom senso sugere
pensar as coisas como elas acontecem.
Aperfeiçoem a capacidade de ouvir. É preciso dar
atenção ao que os outros falam ou pensam. Se assim
não fizer, fica difícil uma posição
caracterizada por bom senso. O bom senso se baseia na experiência
de muitos, e não como alguns gostariam que fossem.
Recado final. Diante de dificuldades, pesquisem e descubram quais
forças – internas ou externas – estão no
sentido contrário do óbvio e do bom senso. Estar
advertido é estar preparado. Líderes e dirigentes
deveriam confiar no bom senso. Ele os conduzirá certamente
à verdade, à realidade, ao simples, ao óbvio.