A comunicação integrada significa portanto, um novo
paradigma, essencial, sem dúvidas um esforço conjunto e
articulado, de estratégias, ações e produtos de
comunicação institucional, apoiado pela tecnologia, no
sentido da empresa ser enxergada e vista da mesma maneira, pelos seus
diferentes públicos.
Linguagem comum permite um comportamento homogêneo e evita
superposições de tarefas. O trabalho assume uma
única diretriz, harmonizada com os objetivos e
estratégias da empresa, podendo respeitar excepcionalmente
objetivos específicos.
Não se concebe uma comunicação dissociada, sem
planejamento uniformizado, originário de setores diferentes da
organização, às vezes conflitantes. Acabou-se o
tempo do endomarketing ficar entregue à área de
relações públicas – os jornalistas –
que editam os “house organs”, ficando a publicidade
entregue ao pessoal de marketing, cada um agindo de forma
desarticulada. Juntar os dois grupos é o objetivo e o desafio,
para onde deve ser direcionada toda energia possível, já
que não podemos dar as costas para o novo, a modernidade.
Academicamente assim se ajusta a comunicação integrada:
endomarketing (comunicação interna) e
comunicação externa (marketing institucional e
mercadológico), com bastante sinergia entre os três.
Analisar o público alvo, discutir o como comunicar, equivale a
estudar a platéia na hora do discurso, baseado no que precisa
ser dito e qual objetivo a alcançar.
Desejável fica que mesmo sendo públicos diferentes, com
características diversas, as mensagens principais partam de um
tronco comum e guardem unicidade. A realidade do mundo globalizado e
altamente competitivo é de que o endomarketing não pode
mais ser definido de costas para o que está acontecendo hoje,
à margem dos demais seguimentos, descrevendo trajetória
própria.
Um bom, ideal e necessário processo de comunicação
na sua integridade, precisa estar formado por conceitos fortes,
arrojados, duráveis, porém capazes de
flexibilização – apenas em casos especiais –
e que enseje total inter-relação com as
estratégias da organização. Este conceito é
tão forte e verdadeiro que deve ser considerado como uma
estratégia também. O caminho seria definir a
estratégia geral da comunicação, a partir da
estratégia geral da empresa. Em seguida massificar em todos os
seus públicos alvos.
Estas são as recomendações para uma
comunicação empresarial típica para os dias
atuais, linguagem única – imagem única.
Ninguém teima com fatos e realidades. O mundo mudou e muda
seguidamente numa velocidade enorme. Teimou, perdeu!

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