Quanto custa experiência? Muitas vezes uma vida inteira de observações e
persistência. Ninguém gosta de pessoas que não vivem o dia-a-dia na intensidade
permitida, que demonstram viver seus paradigmas sem abdicar jamais. Jovem não
precisa de razão para viver, apenas pretextos (Ortega y Gasset), mantendo-se
acesos, vibrantes contagiando de forma verdadeira a alegria de viver.
Cerca o tema uma série de ensinamentos universais. O jovem tem a impunidade e o
tempo para se recuperar. Os mais vividos não ficam por baixo, seus conselhos são
como o sol do inverno que iluminam sem esquentar.
Nos olhos dos jovens arde a chama, nos dos mais vividos brilham as luzes. Esta é
a vida. Hoje promessa, amanhã realidade. Ontem um botão, amanhã a rosa. Hoje a
semente, logo logo o fruto. Cada fase uma etapa, sempre a expectativa, um
futuro.
A terceira idade participando, contribuindo é fantástico, elogioso. Os exemplos
mostrados são patentes, energia e ganho em toda trajetória.
Do cinquentão se diz “todo salto é mortal”. Do oitentão “não ter adversários,
apenas sobreviventes”. Brincadeiras à parte, muito se têm a aprender com quem
mais viveu, afinal acumulação de conhecimentos leva a reflexões bem melhores e
consistentes.
Pensem assim “ser velho não é ruim”. Considerem o contraponto. Juventude
não é uma época da vida, é um estado de espírito, nos ensinou Samuel
Ullman.

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