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Desempenho da Organização

portalbip.com (Aucélio Gusmão) - 20/03/2010
Constitui fundamento para melhoria continuada no processo de produção em toda organização, a exata distinção do fluxo de materiais ou informações, do fluxo de trabalho e analisá-los separadamente.

Muito embora o processo seja realizado por uma série de operações, é errado visualizá-lo por uma linha simples, na medida em que assim o fazendo, se estaria estimulando a idéia enganosa de que melhorando as operações individuais, será melhorada a eficiência global do fluxo do processo do qual elas são parte.

Todo problema deve ser considerado estratégico. Estão ligados às metas de longo prazo, daí responderem pela sobrevivência da empresa.

Melhorias nas operações, feitas sem considerar os seus impactos no processo, poderá até reduzir a eficiência global. São teses de Shigeo Shingo, da alta direção da Toyota.

Detalhando amiúde os conceitos acima, fica configurado que o desempenho das organizações é melhorado a partir do foco em suas principais dificuldades, para tanto, levando-se em conta três níveis de desempenho: estratégico, tático e operacional, onde a melhoria dos resultados envolve pari passu seus três níveis: organizacional, processos e operações. Basicamente o que atingir? Como atingir? O que preciso para fazer?

Como entender melhor a questão? O operacional é a seqüência do trabalho de homens e máquinas, para agregar determinado valor específico, que poderíamos chamar meta da operação.

Processo é a seqüência de valores agregados, obtidos na fase anterior, que resulta no produto final, interno ou externo. Já o organizacional, seria estrutura de relacionamentos para que a instituição possa cumprir as suas funções. Isto tudo é conhecido como as novas variáveis do desempenho satisfatório.

Tanto a administração pública como a privada são pródigas em problemas ou dificuldades mal definidas o que resulta em desperdício de recursos por ensejarem uma direção gerencial errada, ainda que com as melhores das intenções. A identificação correta do obstáculo é definitiva, na medida em que dará a direção correta, com economia de recursos.

Todo problema deve ser considerado estratégico. Estão ligados às metas de longo prazo, daí responderem pela sobrevivência da empresa. Eles impactam nos indicadores formais da organização: Acionistas, clientes, empregados e sociedade, sendo consequentemente interesse direto dos dirigentes.

É preciso estabelecer metas. Elas são estabelecidas para estreitar a distância entre o real e o ideal. Para os principiantes, o estabelecimento de metas causa temor ou receio. Metas são estabelecidas para superação de lacunas, entendidas como resultados desejados e não atingidos. As empresas costumam estabelecer metas ao redor de 50% anuais para resolver lacunas. Meta, portanto, não é lacuna.

“Quem tem muitas prioridades terminam por não ter nenhuma”, pura verdade. O ideal é de três a cinco prioridades, nunca mais que isto, ou haverá dispersão e não se chegará a nada, afinal, o caminho mais curto para se realizar muitas coisas é fazer uma só de cada vez.

Planejamento de longo prazo, não lida com decisões futuras, mas com o futuro das decisões presentes, assim falou o mestre Drucker. É ruim um plano que não pode ser mudado.

Planos são sonhos com data marcada para se realizar (Michel Levine) como também os pequenos atos que se executam são melhores que grandes atos que apenas se planejam, palavras de George Marshall.

Aucélio Gusmão
  • Médico anestesiologista, escritor, presidente da UniGente-JP e da Unimed-JP
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