Melhorias nas operações, feitas sem considerar os seus impactos no processo,
poderá até reduzir a eficiência global. São teses de Shigeo Shingo, da alta
direção da Toyota.
Detalhando amiúde os conceitos acima, fica configurado que o desempenho das
organizações é melhorado a partir do foco em suas principais dificuldades, para
tanto, levando-se em conta três níveis de desempenho: estratégico, tático e
operacional, onde a melhoria dos resultados envolve pari passu seus três níveis:
organizacional, processos e operações. Basicamente o que atingir? Como atingir?
O que preciso para fazer?
Como entender melhor a questão? O operacional é a seqüência do trabalho de
homens e máquinas, para agregar determinado valor específico, que poderíamos
chamar meta da operação.
Processo é a seqüência de valores agregados, obtidos na fase anterior, que
resulta no produto final, interno ou externo. Já o organizacional, seria
estrutura de relacionamentos para que a instituição possa cumprir as suas
funções. Isto tudo é conhecido como as novas variáveis do desempenho
satisfatório.
Tanto a administração pública como a privada são pródigas em problemas ou
dificuldades mal definidas o que resulta em desperdício de recursos por
ensejarem uma direção gerencial errada, ainda que com as melhores das intenções.
A identificação correta do obstáculo é definitiva, na medida em que dará a
direção correta, com economia de recursos.
Todo problema deve ser considerado estratégico. Estão ligados às metas de longo
prazo, daí responderem pela sobrevivência da empresa. Eles impactam nos
indicadores formais da organização: Acionistas, clientes, empregados e
sociedade, sendo consequentemente interesse direto dos dirigentes.
É preciso estabelecer metas. Elas são estabelecidas para estreitar a distância
entre o real e o ideal. Para os principiantes, o estabelecimento de metas causa
temor ou receio. Metas são estabelecidas para superação de lacunas, entendidas
como resultados desejados e não atingidos. As empresas costumam estabelecer
metas ao redor de 50% anuais para resolver lacunas. Meta, portanto, não é
lacuna.
“Quem tem muitas prioridades terminam por não ter nenhuma”, pura verdade. O
ideal é de três a cinco prioridades, nunca mais que isto, ou haverá dispersão e
não se chegará a nada, afinal, o caminho mais curto para se realizar muitas
coisas é fazer uma só de cada vez.
Planejamento de longo prazo, não lida com decisões futuras, mas com o futuro das
decisões presentes, assim falou o mestre Drucker. É ruim um plano que não pode
ser mudado.
Planos são sonhos com data marcada para se realizar (Michel Levine) como também
os pequenos atos que se executam são melhores que grandes atos que apenas se
planejam, palavras de George Marshall.

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