Nas minhas avaliações, imagine uma empresa que pense
em mim- cliente- que me atenda e procure melhorar a minha vida. Foge de
mim a proteção e a caridade. Tenho dificuldades,
problemas, pago e espero sejam resolvidos.
Imagino, também, que ela e seus sucessos sejam motivo de orgulho
para mim – seu cliente- na medida que receba corretamente aquilo
que supra minhas necessidades e minhas carências .
Imagino, por fim, uma empresa que na sua desenvoltura, proposta e peso
de sua marca, faça parte, esteja incluído e consiga
materializar minhas vontades, necessidades e desejos que sempre ficaram
no plano dos impossíveis, mas que em todos os momentos da minha
vida fizeram parte do meu imaginário”.
Estes são sentimentos do cliente, suas carências reais e
afetivas, que precisam ser vistas e contempladas –
autênticas – nascidas de suas almas, seus
corações, em última análise que agreguem
valor a própria sociedade.
“A arrogância flagrada destas empresas começam na
descrição da missão. Falta sempre o cliente,
expresso não explícito. O que realmente importa é
uma imagem social positiva, ser pilar da sociedade, sinal de progresso
e sucesso, algo como o sonho americano dos Estados Unidos.
Nas economias americanas, no início, as pessoas enxergavam as
marcas fortes como símbolo de uma vida melhor, o fim da pobreza
e depressão. Não denotavam inveja e sim vaidade. De
repente, os sonhos se acabam, surgindo a avassaladora ganância.
Os clientes usados como meio fora seus fins. Preços mais altos,
menor qualidade, agressividade nas vendas, práticas
antiéticas, destruição ambiental,
corrupção.
Nestas organizações, a maioria das
declarações de missão tem como bases o desejo de
“tornar-se líder de mercado” ou “maximizar
retornos para seus acionistas”.
Assim sendo, desgastam a confiança, a fidelidade se torna rara,
as suspeitas aumentam, com a convicção crescente
“aqui não é meu lugar”.
Do todo comentado restam algumas perguntas: como ambições
corporativas podem parecer razoáveis, mas eles são
realmente a finalidade maior da empresa? Esta declaração
de missão a diferencia de outras? Esta é a única
razão pela qual esta empresa existe?
Precisamos de empresas cuja missão e cabeça de seus
executivos vê além dos lucros, que melhorem a vida das
pessoas.
Nunca esquecer o Peter Drucker “a maior fonte de lucro são
clientes”. Façam por eles, resolvam ou atenuem suas
dificuldades, que o sucesso oferecerá.

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