Com
evoluções sociais, ambientais e de conhecimentos,
até crianças e adolescentes, se negam a aceitar
respostas
secas ao serem proibidas de fazer alguma coisa e retrucam de pronto
“por que não?”. Na verdade
são maneiras
diferentes de perceberem o ambiente que o cerca.
“Por que não”, nada esclarece,
é preciso que
inclua uma lógica, que explique e convença, para
que a
negativa seja aceita. Se os jovens reagem assim, calcule no seio
empresarial, com pessoas com maturidade superior, o conflito que
estabelece.
Manter o ontem com suas verdades interferindo no hoje, é
impedir
ou tentar impedir a presença do novo, das realidades
contemporâneas, o que lhe remete a uma
desatualização progressiva, a
obsolescência. De
certeza, estas miopias das lideranças, oportunizam sete
pecados
capitais, por ocasionarem perdas de sintonia.
O primeiro deles, o líder nato, aquele que nasceu pronto. Na
verdade o que ocorria e confundia, é que nos tempos passados
as
mudanças e os costumes aconteciam numa velocidade bem menor
e
por isso os líderes que adotavam atitudes conservadoras
–
mesmo assim – demoravam mais tempo no exercício da
liderança.
Manda quem pode, obedece quem tem juízo. Não
vale.
Obedecer, pura e simplesmente por medo, tem
conseqüências
desastrosas e a maior delas é a quebra violenta do
comprometimento.
O terceiro pecado “o poder pelo poder”. Em
princípio
todo homem quer mais poder. Contudo, o que importa mesmo é a
maneira de buscá-lo. Interesses escusos ou velados levam ou
distorcem a finalidade. Se assim acontece, surge o poder
autocrático e egocêntrico, fruto do medo e da
obediência cega, sem a mínima
contestação.
Com ele sucumbem as novas idéias,
inovações e
vontade de contribuir, mutilando o desenvolvimento.
Mais uma “uma vez líder, sempre
líder”. Para
ser verdadeiro seria necessário que o mundo estivesse
estagnado.
Que as pessoas fossem eternamente iguais. Os mercados não
tivessem novas exigências. Que a tecnologia não
precisasse
ser cada vez mais competente.
Outra inverdade. Liderança depende de hierarquia.
Não
é assim. Chefia é liderança formal,
liderança é algo pessoal. A chefia
detém poder
delegado, de cima para baixo. A liderança é
exatamente o
contrário, poder conquistado, que nasce de baixo para cima.
Resposta positiva não implica em comprometimento. Um
líder deve delegar e acompanhar, jamais largar. O
equívoco do líder reside em ignorar que os serem
humanos
são na essência carentes e o calor do
líder ajuda o
afetivo e a autoestima.
Por fim, acreditar que o líder é o principal
personagem
na relação líder – liderado.
Antônio
Celso Mendes Weber acha que são os liderados. Sem eles
não existiria nem a liderança. Além de
tudo, eles
podem conceder ou retirar a liderança. Concordo em parte,
tudo
dependendo da construção e da
afirmação,
enquanto processo, da qualidade do líder e de como aplica
sua
liderança.
Em suma, liderança é atitude!

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