A verdade é que muitas pessoas vêem o mundo de forma diferente, por
razões culturais, educacionais, costumes e outras tantas que interferem
numa uniformidade de pensamento. Há os que manifestam posição ou
entendimento, outros ficam calados, contudo com seu envolvimento e
compromisso menor.
Há quem diga que os conflitos são bons. Acordam as pessoas no sentido da
não conformidade absoluta e da necessidade de valorizarem as diferenças,
abrindo seus horizontes, expandindo suas visões e resolvendo os
problemas.
Certo fica também que se pode encontrar uma solução mutuamente
aceitável. Se a proposta for calcada em algo honesto e respeitoso, pode
haver flexibilidade e aqueles em desacordo, abandonarem suas posições,
assim algo que passe do compromisso a colaboração, logo mais a sinergia.
No meio empresarial surge um novo conflito, de dimensões gigantescas, um
autêntico divórcio entre a universidade e o mercado. O mercado requer
profissionais preparados para trabalhar as necessidades das empresas,
enquanto a universidade confere títulos desfocados das carências do
mesmo.
Como decorrência tem-se observado a volta de aposentados ou a disputa
pelas suas recontratações. Aqueles profissionais mais velhos, antes
considerados até ultrapassados, passam a ser vistos e avaliados por sua
condição de sabedoria e capacidade de treinar os mais novos, na verdade,
desenvolver uma visão mais estratégica do negócio, porque conhecem a
história da empresa e suas etapas de transformação, afinal foram
responsáveis ou co-participantes da construção da história.
O homem é ao mesmo tempo produto da sociedade e seu produtor. A cultura
e o homem se retroalimentam. Contudo, como ator social, vive preso ao
seu mundo, que norteia seus pensamentos e comportamentos.
Desta realidade não se pode fugir, sob pena do consumo do produto final
ter utilização duvidosa, além de fazer vítimas.

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