A vida nos sugere um momento de escolha, certa ou errada. Seja qual for a
opção, logo será avaliada. Sendo assim, nossa mente não pode ser ocupada
pela raiva, ressentimentos ou culpa. A escuridão dos pensamentos negativos
não pode sobreviver à luz brilhante dos grandes espíritos, próprio das
pessoas de boa vontade.
O ideal é que possamos ignorá-los, na medida em que o ignorado mingua,
enfraquece, às vezes morre.
A escuridão dos pensamentos negativos não pode sobreviver à luz
brilhante dos grandes espíritos, próprio das pessoas de boa vontade.
Controlar nossa atenção significa controlar a experiência, a qualidade de
vida. Na ausência deste controle, surge a vulnerabilidade própria dos
altos e baixos do cotidiano.
No dia a dia podem acontecer alguns retrocessos e decepções, provocando
irritações e ressentimentos. A maneira mais simples de se antagonizar é
fixar-se nos seus pontos fortes, com determinação e otimismo, que fará sua
luz brilhar com toda intensidade. Faz parte da vida, afinal, não existe
outra maneira para evitar mágoas, preocupações ou comportamentos
desagradáveis em todo conjunto social.
Merece pena o invejoso. Incorpora um dos maiores pecados capitais
descritos na doutrina católica. Medíocres, mesquinhos, não se conformam
com o sucesso dos outros. De certeza vivem desejosos da prática do mal,
não acreditando na “lei do retorno”.
A história da humanidade é rica em exemplos. Caim matou seu irmão Abel por
inveja ao sentir que faltava-lhe virtudes e maturidade para competir com o
irmão. Lincoln, o primeiro grande estadista americano, cujos pensamentos
ainda hoje ilustram livros, artigos e salas de aula pelo mundo afora,
também foi contestado no seu tempo. Mozart, o magistral compositor
austríaco, também experimentou do veneno do seu colega Saliere, cujo valor
era bem inferior.
No Brasil, costumam se comentar que o olhar de alguns invejosos carrega
uma enorme carga negativa, tanto que ao fitarem, por exemplo, uma roseira,
elas murcham as folhas, fazendo-as secar e cair. Na cultura popular são
chamados “seca-pimenteiras”. Dizem também que um olhar destas pessoas, de
tão invejosas que são, pode causar depressão ou doença no semelhante.
Assim acontecendo, dizem ter “olho gordo” e a patologia “olhado”.
O invejoso certamente doente psíquico, evita atacar de frente aquele que
escolheu para se contrapor, por não ter gabarito para tal ou por simples
covardia. Costumam camuflar suas ações, optam por agir com subterfúgios,
colocam defeitos que não existem nos outros, o que perguntam geralmente
não é o que desejam saber. Com freqüência fazem uso até de risos
sarcásticos e cheios de hipocrisias.
Desconhece que a única maneira de ter amigos é saber ser amigo. A
recomendação que fazemos aos injuriados é de que desprezem os invejosos,
diante da menos valia que representam.
Fixem-se firmemente nos seus valores – seus pontos fortes – sigam em
frente, com determinação e, como disse Bertrand Russell “tudo aquilo em
que você é bom contribui para a sua felicidade”.