Marca é um conjunto de percepções. Estas são infinitas, indo de produtos
ou serviços, a uma pessoa ou uma empresa de qualquer ramo. Este conceito é
sedimentado desta maneira: empresas não vendem para empresas, empresas
vendem para pessoas que trabalham em outras empresas. Pessoas escolhem,
portanto, decidem a compra.
Uma marca fortalecida é aquela que foi bem construída, especialmente, de
forma relevante, diferenciada e focada. É importante para a vida dos
consumidores, oferece motivo para ser a escolhida, não deixando dúvidas na
dialética da promessa e da entrega.
Hoje em dia tornou-se fundamental a criação da unidade de Gestão da
Marca, um organismo único, para quem gosta dos estrangeirismos, os
Branding Center.
Toda marca na sua perenidade, cursa com algo paradoxal, é um bem
intangível, estabelece um ganho palpável. Até o século XIX, serviam apenas
para diferenciar um fabricante do outro. Os clientes ignoravam seu poder
na relação, a qual se caracterizava da seguinte maneira, eu produzo você
compra, não havia a menor chance de influenciar.
Posteriormente, as empresas perceberam que ser detentora de marca forte
era um diferencial significativo, bastante útil para as vendas. A
revolução tecnológica tornou os produtos muito semelhantes em termos de
qualidade, crescendo sobremaneira o valor das mesmas, transformando-as no
principal ativo das empresas, em que pese à intangibilidade.
Na verdade o que diferencia de fato um produto de outro é o foco na marca.
O número de opções razoáveis é muito grande, isto não quer dizer copiar
simplesmente o outro, é preciso visão do negócio, com destaque para os
detalhes, o exato cumprimento do prometido, a entrega do comprado, ocasião
em que engrandece a credibilidade.
Hoje em dia tornou-se fundamental a criação da unidade de Gestão da Marca,
um organismo único, para quem gosta dos estrangeirismos, os Branding
Center. Sabem por quê? Os consumidores são mais exigentes, críticos e têm
hábitos mais sofisticados. Acrescente a isto, o fato de que a oferta é
maior que a demanda, assumiram definitivamente a decisão da compra, e a
marca precisa quase sempre de reposicionamento.
As marcas resumem em nossas mentes, nossas experiências com produtos ou
empresas. Desde épocas remotas significam muitas vezes signos de status,
às vezes até hierarquia. O colar dos chefes indígenas traduzia o seu poder
em posição no grupo. Este colar sem dúvidas é um símbolo, possivelmente
precursor do conceito moderno de marca.
Antológicos são os pensamentos do antropólogo americano Leslie White sobre
o assunto: Todo comportamento humano se origina no uso de símbolos. Foi o
símbolo que transformou nossos ancestrais antropóides em homens e fê-los
humanos; todas as civilizações se espalharam e perpetuaram somente pelo
uso de símbolos; toda cultura depende de símbolos.
E mais, sem o símbolo não haveria cultura e o homem seria apenas animal,
não humano; o comportamento humano é o comportamento simbólico; e a chave
deste mundo, e o meio de participação nele, é o símbolo.
Marcas são símbolos importantes que nos ajuda a dizer quem somos, do que
gostamos, com quem queremos nos relacionar. Marcas definitivamente fazem
parte no mundo atual de nossas vidas.