O novo é inevitável. Quando é necessário mudar? Antes que seja necessária
a mudança, em ultima análise, é um processo de invasão de privacidade,
onde o futuro invade nossas vidas.
O novo tem que chegar carregado de argumentos inovadores, que signifiquem
diferenças, no pensar e no agir, um salto de qualidade no viver. Thoreau,
pensador americano, no entanto, alude “as coisas não mudam, nós é que
mudamos”.
A arte alija a monotonia das coisas, a esperança, a monotonia dos
dias.
Há quem entenda que as dificuldades não residem em assimilar idéias novas,
mas se livrar das velhas. O jornalista Júlio Ribeiro assegura a
necessidade de mudança na medida em que todas as respostas tornam-se
inúteis, porque as perguntas são outras.
O novo jamais poderá ser uma versão melhorada do velho. O que é duradouro
não é o que resiste ao tempo, mas sabiamente, muda com ele. O poder da
criação não pode ser reprimido nunca. As notas musicais primárias são
sete, as cores, três e as letras vinte e seis. Delas originam-se as
canções, os poemas e as telas artísticas. Tudo decorrente da capacidade
criadora do homem, pelo poder de síntese, organização e harmonia, chamado
o novo.
De suma importância é não perder oportunidades. Pode significar sua
chance. Quando uma porta se fecha, outra se abre, sempre. Daí quando o
vento soprar, o indicativo é de que prepare suas velas, até porque a
oportunidade dança com aqueles que estão no salão.
Pena que o povo não pense. Somente os indivíduos pensam. A arte e a
esperança são fundamentais para o viver. A arte alija a monotonia das
coisas, a esperança, a monotonia dos dias.
Para onde vão a cidadania e os cidadãos? Quem são os verdadeiros
criminosos, responsáveis diretos pela violência? Quem usa as armas ou quem
as fabricam e enriquecem com seu comércio? As demandas são enormes,
realidades palpáveis e difíceis de serem resolvidas com proibições.
A dialética do novo e do velho é muito interessante. Cada qual procura
legitimidade e competência, para suas decisões, mudança de hábitos,
comportamentos, enfim, sua contemporaneidade. Defendem com unhas e dentes
seus valores, configurados na expressão clássica “no meu tempo...”.
Parafraseando Shakespeare, proponho que existem coisas que permanecem
imutáveis no tempo. Socorro-me das rosas, as quais, sejam em que época
for, até com outro nome, terão certamente o mesmo perfume.