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Educação

portalbip.com (Aucélio Gusmão) - 22/08/2009
Certa ocasião, Monteiro Lobato assim se expressou “um País se faz com homens e livros”, de sua cabeça sábia descortinou o valor do aprendizado para que dias melhores aconteçam.

Atualmente conceitos tradicionais, imagino definitivos, são renovados e os resultados comprometidos. O aprendizado é conduzido no sentido de saber as respostas, fincando à deriva a arte de fazer as perguntas.

Atualmente conceitos tradicionais, imagino definitivos, são renovados e os resultados comprometidos.


Aparentemente poderíamos pensar não haver diferença. Existem e são significativas. Quando não sei perguntar, não domino o tema, não penso, não faço. Ao questionar demonstro o caminho que desejo seguir, por via de conseqüência, as atitudes que assumirei para atingir o objetivo.

Quem pensa, realiza. Se antecipadamente respondo, aborto a fonte do desejo, mutilo o pensamento, anulo o crescimento intelectual. Ao perguntar, estabeleço a perspectiva de enveredar pelo desconhecido, de aprender mais.

Estarei buscando vislumbrar o como, impulsionado pelo fascínio do fazer. Quando gosto do mar, preciso aprender a navegar, consciente que este é o fascínio, a fonte do desejo, e preciso para tanto, despertar a inteligência.

Na problemática da educação e de seus resultados, se costuma atribuir o menor desempenho a falta de recursos. O professor Rubem Alves entende ser verdadeiro, no entanto, atribui responsabilidade maior à falta de cérebros. Será que os professores estão preparados adequadamente? É a indagação que faz!

Explica suas razões: panela nova não transforma cozinheiro ruim em cozinheiro bom. Panelas são indispensáveis. Da mesma maneira, não se faz escolas destacadas via meios técnicos, computadores, microscópios, etc. Sugere aquele mestre ser perigoso, caminhos eficazes, onde a verdadeira falta é de inteligência. O professor medíocre descreve; o bom explica; o ótimo demonstra e o fora de série, inspira.

O grande mistério do ensinar e do aprender, o verdadeiro passo de mágica, a glória do bom e efetivo professor é criar no aluno o fascínio pela leitura, momento em que sua missão estaria amplamente realizada. Bastante competente o provérbio chinês que diz “os professores abrem as portas, mas cada um precisa entrar sozinho”.

Toda construção precisa começar pela criança. Pitágoras falou assim: educai as crianças para que não seja necessário punir os adultos. Victor Hugo complementou “quem abre uma escola, fecha uma prisão”.

É mais fácil construir uma criança, que consertar um homem que se equivocou na vida.
Aucélio Gusmão
  • Médico anestesiologista, escritor, presidente da UniGente-JP e da Unimed-JP
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