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Ética – a estética da vida

portalbip.com (Aucélio Gusmão) - 15/08/2009
Imagino seja obrigação dos homens em geral e especialmente daqueles que ocupam posições estratégicas – atitudes éticas permanentes – pela visibilidade com que vivem e os exemplos que podem transmitir.

Nossa consciência indica que o Congresso Nacional seja composto por homens de reconhecido valor, para elaborarem os códigos de condutas – as leis – que reproduzam os sentimentos da sociedade e sejam observadas por todos. Assim não vem acontecendo no Senado Federal, para nós, a catedral deste processo democrático.

Quando nos reportamos à ética, a política é sempre lembrada, até pela visibilidade que ostentam os políticos.


Regras de conduta existem para serem aplicadas. Pensamos como primeiro princípio a ser adotado, trabalhar e fazer o bem. A partir dele se construirá a base sólida de toda atividade humana. Na sequência, agir com moderação, além de saber escolher.

Viver um estado de justiça é um dever inquestionável. Ética não é um emaranhado de teorias que obrigam a fazer ou deixar de fazer, muito menos um ordenamento rígido de padrões arbitrários. Sendo assim, o ser humano está sempre em construção. A ética também.

Há valores e posturas que mudam com os hábitos e conhecimentos. Quanto maior, melhor podemos compreender as razões da liberdade de ser e de pensar diferente. De se destruir preconceitos, de não se perdoar a intolerância frente ao diferente. Novos tempos, novas teses, costumes e comportamentos.

A ética pode ser traduzida como a busca racional e emocional da felicidade. Felicidade que se perceba na simplicidade dos afetos cotidianos, nos fazeres efetivos do dia a dia.

Quando nos reportamos à ética, a política é sempre lembrada, até pela visibilidade que ostentam os políticos. O objetivo da política tem que ser a felicidade, traduzido principalmente em respeitar os cidadãos e exigir – caso mereça – deles o mesmo respeito. O político tal qual o cidadão deve estar submetido à lei. Nada de privilégios! Deve ser servidor, nunca o que se serve dos cargos para benefícios próprios. Isto é de uma obviedade ímpar.

Neste sentido, todos os homens que foram escolhidos pelos seus concidadãos, são depositários e devedores desta confiança que receberam. Imaginamos como Aristóteles, o grande pensador grego, “toda arte e toda indagação, assim como toda ação e todo propósito, deve visar algum bem”.

Como atento observador dos fatos do cotidiano, resta-me a convicção que um dia as coisas se arrumarão, haverá felicidades, até porque, voltando a Aristóteles “a esperança é o sonho dos homens acordados”.
Aucélio Gusmão
  • Médico anestesiologista, escritor, presidente da UniGente-JP e da Unimed-JP
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