Imagino seja obrigação dos homens em geral e especialmente daqueles que
ocupam posições estratégicas – atitudes éticas permanentes – pela
visibilidade com que vivem e os exemplos que podem transmitir.
Nossa consciência indica que o Congresso Nacional seja composto por homens
de reconhecido valor, para elaborarem os códigos de condutas – as leis –
que reproduzam os sentimentos da sociedade e sejam observadas por todos.
Assim não vem acontecendo no Senado Federal, para nós, a catedral deste
processo democrático.
Quando nos reportamos à ética, a política é sempre lembrada, até
pela visibilidade que ostentam os políticos.
Regras de conduta existem para serem aplicadas. Pensamos como primeiro
princípio a ser adotado, trabalhar e fazer o bem. A partir dele se
construirá a base sólida de toda atividade humana. Na sequência, agir com
moderação, além de saber escolher.
Viver um estado de justiça é um dever inquestionável. Ética não é um
emaranhado de teorias que obrigam a fazer ou deixar de fazer, muito menos
um ordenamento rígido de padrões arbitrários. Sendo assim, o ser humano
está sempre em construção. A ética também.
Há valores e posturas que mudam com os hábitos e conhecimentos. Quanto
maior, melhor podemos compreender as razões da liberdade de ser e de
pensar diferente. De se destruir preconceitos, de não se perdoar a
intolerância frente ao diferente. Novos tempos, novas teses, costumes e
comportamentos.
A ética pode ser traduzida como a busca racional e emocional da
felicidade. Felicidade que se perceba na simplicidade dos afetos
cotidianos, nos fazeres efetivos do dia a dia.
Quando nos reportamos à ética, a política é sempre lembrada, até pela
visibilidade que ostentam os políticos. O objetivo da política tem que ser
a felicidade, traduzido principalmente em respeitar os cidadãos e exigir –
caso mereça – deles o mesmo respeito. O político tal qual o cidadão deve
estar submetido à lei. Nada de privilégios! Deve ser servidor, nunca o que
se serve dos cargos para benefícios próprios. Isto é de uma obviedade
ímpar.
Neste sentido, todos os homens que foram escolhidos pelos seus
concidadãos, são depositários e devedores desta confiança que receberam.
Imaginamos como Aristóteles, o grande pensador grego, “toda arte e toda
indagação, assim como toda ação e todo propósito, deve visar algum bem”.
Como atento observador dos fatos do cotidiano, resta-me a convicção que um
dia as coisas se arrumarão, haverá felicidades, até porque, voltando a
Aristóteles “a esperança é o sonho dos homens acordados”.