A coragem é a maior de todas as virtudes. Sem coragem acontecem seguidos
descompassos no curso da vida, exatamente porque deve ter faltado quem
discordasse ou se omitisse.
O primeiro passo de uma ação ou idéia ousada é a coragem. Sem ela nada
acontecerá, não existirão desafios, especialmente a colocação do novo que
venha exigir arrojo, diferença, o antagônico, inovação. A mesmice é mais
cômoda.
Imaginem as enormes chances de crescimento que decorrem apenas do
pensar positivo “o mundo poderia ser melhor”.
Quebrar paradigmas requer coragem, abertura para novas formas de pensar e
aceitar idéias que inovem, revolucionem ou venha a proporcionar mudanças
mais substanciais, inimagináveis ante suas ausências.
Imaginem as enormes chances de crescimento que decorrem apenas do pensar
positivo “o mundo poderia ser melhor”. Admitindo ser parte de um todo,
cada um pode e deve colaborar com esse todo, pelos seus pensamentos, sua
inteligência, sua sabedoria. Basta agir!
É preciso coragem para aceitar mudar e partir para a ação, no sentido de
que existem outras maneiras de administrar e liderar uma empresa ou
conjunto social. De selecionar e contratar pessoas. De falar abertamente,
desafiar o compromisso tradicionalista, de não parar, de resistir aos
ataques e críticas dos conservadores.
Um líder corajoso tem consciência de que o êxito alcançado é obra do
conjunto, que ninguém se sustenta sozinho; precisa do apoio e forças de
todos, de não esquecer de lembrar seguidamente o fato ao seu “time”.
É preciso coragem para ser livre, pleitear direitos e cobrar ser pelo
menos ouvido. A maior necessidade do ser humano é comer. Depois vem o amor
e a aprovação. Estas significam afirmação e aceitação. Se aceitarmos o
medo de divergir, estaremos aceitando também trocarmos todos os nossos
valores, porque nos faltou coragem.
Viver em estado de liberdade é não precisar de aprovação alheia ou
externa. Ninguém conseguirá lhe abalar emocional ou psicologicamente. Seu
“eu” será verdadeiro, e lhe tirará da dualidade de satisfazer a você
próprio e garantir a aprovação dos outros.
A coragem não é a ausência do medo, mas, a convicção de que existe algo
maior, mais importante que o mesmo. Vale apostar e ir em frente. Chega o
momento em que é preciso decidir – a hora do sim ou do não - sem se
importar se é seguro, prudente ou vai agradar. O único juízo de valor fica
por conta exclusivamente do “é correto?”.
Por fim, fico com Nelson Rodrigues “nada mais humilha o homem que a
coragem alheia”.