As mais severas e imprevisíveis mudanças sucederam nos cenários
mercadológicos. Ondas ou modismos chegaram e se foram. Como poderíamos
imaginar que os países ditos ricos, tivessem que incluir as economias
emergentes no cenário, para não quebrar?
Toda mudança tem uma história – suas razões – onde são revelados
perdedores e emergentes, qual diferencial foi incorporado no pensar e no
agir.
Lado a lado avanços significativos sucederam, na tecnologia, na medicina,
na sustentabilidade planetária, nos direitos do cidadão, nos modelos de
gestão e no comportamento humano.
Imagino que a liderança ideal para os tempos atuais seja aquela adequada à
necessidade, exercida com autenticidade, cujas competências e seus valores
estejam sempre colocados à disposição. Agregue-se a isto, que mantenha
compromissos com os resultados, que exalte os valores humanos, colabore
para construir organizações produtivas e responsáveis, lincadas com
sustentabilidade e propósito, no que concerne à bem estar e felicidade
coletiva.
Na verdade, toda mudança tem uma história – suas razões – ocasião onde são
revelados perdedores e emergentes, qual diferencial foi incorporado no
pensar e no agir.
Um líder autêntico convive com propósitos elevados, valores claros e
praticados, relações humanas - éticas e duradouras - sentimento e
sensibilidade no lidar com pessoas, além de auto disciplina. Se fossemos
resumir, significaria condensar o pensar, o sentir e o fazer humano, onde
não pode também ser descartada simplicidade, lógica e bondade.
Este perfil de líder é o requerido para o mundo atual. Que carreguem
consigo integridade e sejam comprometidos com a construção de organizações
duradouras. Que cursam suas vidas e atitudes com objetividade e guardem
lealdade a seus valores. Que tenham coragem de buscar sempre - sem rodeios
- atender necessidades dos circunstantes, e devotem o melhor respeito pelo
trabalho, na verdade, liderança duradoura guarda intimidade com caráter e
autenticidade.
A crise econômica mundial revela a grande e equivocada decisão. Ganhar,
ganhar e ganhar, trabalhar curto prazo. O que faltou foram dirigentes
comprometidos com a construção a longo prazo de organizações tipificadas
como autênticas, que viessem para ficar.
Esqueceram que o lucro é fundamental para sobrevivência, todavia, a
velocidade de se conseguir, pode ter um custo muito alto, que
desestabilize a economia, pelo caráter compulsivo infringindo a
produtividade, além, claro, as pessoas.
Constatação inequívoca. O capitalismo se tornou vítima do próprio sucesso.
De indicadores tradicionais como crescimento, fluxo de caixa e retorno
sobre o investimento, a cobrança se fincou exclusivamente em cima de
resultados. O sistema capitalista é baseado em confiança!
Esses valores definem com muita propriedade o significado da coisa certa a
fazer. Quem atropela tais indicativos pode acabar como alguns executivos
hoje ameaçados por sentenças de prisão ou cerceamento de liberdades,
porque lhes faltaram o sentido do certo e do errado.
O verdadeiro líder deve se transformar em servidor e se sentir sempre em
débito.