Gerenciamento inteligente de custos tornou-se uma estratégia da boa gestão
e sustentabilidade. Diante de um mercado altamente disputado e
competitivo, conseguir o produto que satisfaz, não subtrai qualidade e
resolve o problema do cliente de forma efetiva, com custos mais amenos,
deve ser o objetivo principal da empresa vencedora.
Não enxergamos competência onde cortar custos, sem observância de
critérios racionais, seja a única solução.
Não enxergamos competência onde cortar custos, sem observância de
critérios racionais, seja a única solução. Imaginamos que tal atitude
caiba exclusivamente quando o gerenciamento profissional e competente se
tornou ineficaz. Guarda competência, contudo, ante a observância de
caráter perdulário ou desperdícios, situações que não resistem a nenhum
critério de avaliação.
Para muitos, constitui um caminho mais curto, provável justificativa para
ser a primeira escolha. Acreditam repercutir melhor e conquistar simpatia
o ato de força, discussões acaloradas, cheias de testosterona, nas suas
visões, maneira de ocultar as falhas administrativas.
A gestão estratégica de custos não é apenas um instrumento efetivo e
eficiente para maus momentos. Na verdade, deve ser utilizada
rotineiramente, tendo em vista a chance de antecipadamente flagrar desvios
que podem repercutir de forma negativa no futuro.
As estratégias de custo e as estratégias de crescimento necessitam umas
das outras, pois são inseparáveis. Se nos fosse cobrado resumir o que
dissemos até agora, diríamos numa frase, tomada emprestada em A Riqueza
das Nações – Adam Smith – os capitais são aumentados pela parcimônia e
reduzidos pela extravagância e má conduta.
Imaginem assim: seria imoral cortar os custos de forma a aumentar riscos
para os clientes, para os empregados e para a sociedade em geral;
companhias aéreas de baixo custo não podem economizar em manutenção de
aeronaves; as ferrovias devem fazer a manutenção dos seus trilhos, pois
além de antiético é também não econômico, pelo potencial de custos que um
desastre proporcionaria.
De nada valeria, poderia ser até imediatismo ou estupidez não colocar um
alto valor nos relacionamentos e na confiança entre um negócio e seus
clientes ou um negócio e seus empregados. O setor varejista poderia
reduzir custos sendo exigentes ao aceitar devolução de produtos, mas
perderia a fidelidade dos clientes e negócios futuros. Empregados poderiam
ser tratados como commodities descartáveis, mas certamente diminuiria a
qualidade, a produtividade e a credibilidade da comunidade.
As considerações mais difíceis estão em torno da distinção entre o bom
investimento no crescimento futuro e os custos inadequados e excessivos de
hoje. Boa gestão de custos, no entanto não é suficiente. Grandes empresas
necessitam de lucratividade agora e políticas de crescimento futuro.
O crescimento é empolgante para todos, já trabalhar custos, monótonos e
deprimentes, mas necessários. O sucesso de um negócio depende de
crescimento e dos custos, ampliação dos negócios e sustentabilidade no
mercado.
Em gestão inteligente de custos, o bom e virtuoso é: eliminar o
desperdício, aumentar a produtividade, “reformar”, se necessário o RH
(eliminar o pessoal inadequado e de baixa produtividade), otimização.
A realidade contemporânea para trabalhar custos de forma inteligente, que
atenda ao requerido pelo mercado no que concerne a redução de custos sem
perda de qualidade, está contida no seguinte: otimização da produção
(aumentar a produtividade), com economia de tempo, pessoas e recursos
financeiros (eliminando o perdulário e o desperdício).