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Gestão estratégica de custos

portalbip.com (Aucélio Gusmão) - 04/07/2009
Gerenciamento inteligente de custos tornou-se uma estratégia da boa gestão e sustentabilidade. Diante de um mercado altamente disputado e competitivo, conseguir o produto que satisfaz, não subtrai qualidade e resolve o problema do cliente de forma efetiva, com custos mais amenos, deve ser o objetivo principal da empresa vencedora.

Não enxergamos competência onde cortar custos, sem observância de critérios racionais, seja a única solução.

Não enxergamos competência onde cortar custos, sem observância de critérios racionais, seja a única solução. Imaginamos que tal atitude caiba exclusivamente quando o gerenciamento profissional e competente se tornou ineficaz. Guarda competência, contudo, ante a observância de caráter perdulário ou desperdícios, situações que não resistem a nenhum critério de avaliação.

Para muitos, constitui um caminho mais curto, provável justificativa para ser a primeira escolha. Acreditam repercutir melhor e conquistar simpatia o ato de força, discussões acaloradas, cheias de testosterona, nas suas visões, maneira de ocultar as falhas administrativas.

A gestão estratégica de custos não é apenas um instrumento efetivo e eficiente para maus momentos. Na verdade, deve ser utilizada rotineiramente, tendo em vista a chance de antecipadamente flagrar desvios que podem repercutir de forma negativa no futuro.

As estratégias de custo e as estratégias de crescimento necessitam umas das outras, pois são inseparáveis. Se nos fosse cobrado resumir o que dissemos até agora, diríamos numa frase, tomada emprestada em A Riqueza das Nações – Adam Smith – os capitais são aumentados pela parcimônia e reduzidos pela extravagância e má conduta.

Imaginem assim: seria imoral cortar os custos de forma a aumentar riscos para os clientes, para os empregados e para a sociedade em geral; companhias aéreas de baixo custo não podem economizar em manutenção de aeronaves; as ferrovias devem fazer a manutenção dos seus trilhos, pois além de antiético é também não econômico, pelo potencial de custos que um desastre proporcionaria.

De nada valeria, poderia ser até imediatismo ou estupidez não colocar um alto valor nos relacionamentos e na confiança entre um negócio e seus clientes ou um negócio e seus empregados. O setor varejista poderia reduzir custos sendo exigentes ao aceitar devolução de produtos, mas perderia a fidelidade dos clientes e negócios futuros. Empregados poderiam ser tratados como commodities descartáveis, mas certamente diminuiria a qualidade, a produtividade e a credibilidade da comunidade.

As considerações mais difíceis estão em torno da distinção entre o bom investimento no crescimento futuro e os custos inadequados e excessivos de hoje. Boa gestão de custos, no entanto não é suficiente. Grandes empresas necessitam de lucratividade agora e políticas de crescimento futuro.

O crescimento é empolgante para todos, já trabalhar custos, monótonos e deprimentes, mas necessários. O sucesso de um negócio depende de crescimento e dos custos, ampliação dos negócios e sustentabilidade no mercado.

Em gestão inteligente de custos, o bom e virtuoso é: eliminar o desperdício, aumentar a produtividade, “reformar”, se necessário o RH (eliminar o pessoal inadequado e de baixa produtividade), otimização.

A realidade contemporânea para trabalhar custos de forma inteligente, que atenda ao requerido pelo mercado no que concerne a redução de custos sem perda de qualidade, está contida no seguinte: otimização da produção (aumentar a produtividade), com economia de tempo, pessoas e recursos financeiros (eliminando o perdulário e o desperdício).
Aucélio Gusmão
  • Médico anestesiologista, escritor, presidente da UniGente-JP e da Unimed-JP
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