Comunicar é preciso. A boa comunicação, o verdadeiro fundamento do
sucesso. A competente comunicação deve ser clara e honesta, colocada de
maneira simples para ser entendida, caso contrário, pode até confundir ou
atrapalhar.
A notícia é o néctar
do repórter, sua profissão, seu viver, elo entre os fatos e a sociedade.
Uma adequada comunicação leva a aceitabilidade, simpatia, julgamento
positivo de uma marca, o que certamente ajuda na construção de sua
credibilidade.
O sociólogo Manuel Castells em seu – o ser em rede – vaticina uma nova
fase em nossas vidas, a qual denomina capitalismo informacional. Essa sua
visão se baseia na comunicação e na tecnologia. Muda, portanto, conceitos
históricos, ao sairmos do capitalismo financeiro para o informacional.
Afirma na seqüência que aqueles que ignorarem ou não perceberem esta nova
realidade, correrão sérios riscos empresariais ou pessoais, na medida em
que posicionados à margem dos tempos modernos, serão afetados também em
relação a comportamentos e realidades.
Como pensar mídia, comunicação, jornalismo, repórter e resultados? Imagino
uma relação clara, ética, transparente, sólida e verdadeira, a qual
certamente será construtiva para ambas as partes, o que fará certamente a
diferença, tanto a nível de informação para o público como encurtando
caminhos para superação de eventuais crises.
A notícia é o néctar do repórter, sua profissão, seu viver, elo entre os
acontecimentos e a sociedade. Certa ocasião assisti uma palestra do
jornalista Cláudio Abramo, da qual guardei na memória a seguinte passagem
“jornalismo é o exercício diário da inteligência e a prática cotidiana do
caráter”. Palavras de cardeal.
Diríamos deva existir uma relação competente. Quando penso e ajo assim, a
minha fé é de que a primeira razão é a própria comunicação, e o objetivo
maior do jornalista não é buscar a notícia ruim e sim a de interesse
público.
Como entendo e percebo o processo? A notícia é aliada ao fator tempo –
tardia perde o efeito furo – daí em algumas oportunidades poder criar
dificuldades, ocasionar riscos de parte a parte.
De toda sorte, o noticiário tem uma tendência natural de privilegiar o
sensacional, o desconforto e o conflito. A própria sociedade foi habituada
a isto. Até o trágico é explorado a exaustão.
Há quem exagere. Distoe, contudo, não é a regra, é exceção. O
exibicionista é um deles. Enquanto entrevistador fala mais que o
entrevistado, procura passar a imagem que domina melhor o assunto, e, no
curso da entrevista busca criar situações embaraçosas, colocando palavras
na boca do entrevistado.
Outros se julgam estrela mais reluzente que a própria notícia. Há também
os que vivem do denuncismo, verdadeiros ou não. Com o tempo se
desacreditam.
A minha convicção é de que o melhor diálogo deverá ser oportunizado
sempre. Os profissionais da mídia convivem com o estresse da notícia e o
tempo curto para apurar ou criar fatos. Com uma notícia “quente” nas mãos,
irá certamente divulgá-la, até por questão de competição no mercado. Ao
lhe ouvir e prestar esclarecimentos poderá convencê-lo e nada ser
publicado, por ter transformado a premissa de algo sensacional em efêmero.
Conversando é que se entende e a profissão do comunicador é informar.