A administração lida com realidade, o marketing com percepção.
O meio empresarial convive com uma dialética que distingue administração e
marketing. A administração lida com realidade, o marketing com percepção.
Desde David Packard, a propósito assim se expressou: o marketing é
complicado demais para ser deixado nas mãos do pessoal de marketing. A
reação logo aparece, e se expressa assim: o pessoal da alta administração
tem pouca experiência sobre o assunto e não entende seus princípios.
A alta administração se concentra no produto, o marketing em percepção.
Pensar produto significa corte nos custos e na excelência da manufatura,
ou seja, pensam vendas. Os marketeiros pensam marca, diferenciação da
concorrência com preços altos, simbolizando com isto que o produto deva
ser melhor.
O seguimento administrativo quer ser dono da marca, procura expandir o
negócio. O marketing prefere ser dono da categoria, desta forma, estreitar
o foco. É impossível construir uma marca, sem que ela signifique algo na
cabeça do consumidor.
Em seguida, outro conflito surge. A administração exige produtos melhores,
o marketing, produtos diferenciados. É comum confundir marca com
categoria. A marca é a face visível da categoria, todavia a primeira
escolha do consumidor é a seleção da categoria. A marca vem em seguida.
Os consumidores pensam em termos de categoria, mas geralmente expressam
suas escolhas em torno das marcas. Pode parecer, mas a marca não é a
decisão dominante. Categoria e marca estão atreladas entre si. A derrota
de uma, leva outra consigo.
Linha completa, linha limitada. Expandir marca, contrair marca e o debate
se alonga. Ser o número um no mercado, ser o primeiro na mente. Marca
única, várias marcas.
O poder, todavia está com as marcas não com os produtos. Paradoxalmente
muitas marcas são produzidas pelas empresas que fabricam marcas líderes. A
única diferença é que são mais baratas.
Comprar marcas líderes, no entanto, dá ao consumidor a confiança de estar
comprando um produto de alta qualidade.
Isto é mercado!
