Se quem puder fazer algo não se dispuser a fazê-lo, os demais estarão perdidos. O prêmio da boa ação é tê-la praticado.
Custa entender as reações humanas, especialmente daqueles que procuram se
afirmar, mas lhes faltam preparo, sentimento e bondade. Fazem opções
equivocadas, que o distanciam cada vez mais de suas pretensões.
Apostam em destilar seus ódios, rancores e raivas, esquecem de seus
afetos, da oportunidade de cativar ou ser solidário, quando deveria.
Imagino que com esta atitude queiram transpirar poder, força, impor temor
aos circunstantes.
Ledo engano. Pobres de espírito alimentam antipatia, destoam do conjunto,
tornam-se pessoas rejeitadas e amargas. Esquecem princípios básicos
doutrinários, regras contidas em todos os compêndios, além dos costumes
aprovados no próprio relacionamento coletivo.
Para liderar é necessário habilidade para influenciar pessoas no sentido
de somar esforços, visando atingir objetivos declaradamente do bem. Nasce
então a autoridade, configurada na habilidade de levar as pessoas a
fazerem – de boa vontade – o que você quer ou programou, por sua
influência pessoal.
Nada conseguindo, seguem pelos caminhos tortuosos da inveja, do boato, o
que é muito feio e desgastante. Ante a mediocridade, se distanciam cada
vez mais do bom senso, e procuram forçar ou coagir – atitude prepotente –
a fazerem o que não era o desejado.
Santo Agostinho sugere dois tipos de política a propósito. A política do
“poder do amor”, que busca sempre o bem, o amor e a solidariedade, de
aproximação e ajuda a quem necessita, a qual deu o nome de Cidade de Deus.
A outra política, é a política do “amor ao poder”, com suas nefastas
colocações.
A primeira política é ferramenta e instrumento da bondade, sem dúvidas, o
exato sentido da ética. Já o amor ao poder, encerra artimanhas, mentira,
meios escusos, falta de critério e ética, na medida em que o objetivo
final seja atingido, custe o que custar, não importando o como.
Aprender a dividir os lauréis que conquistou pela vida afora, apoiar o
próximo nas dificuldades, procurar emancipar aqueles menos aquinhoados,
tentar incluí-los socialmente, engrandece qualquer ser humano, por
configurar a mais autêntica e saudável cidadania.
Se quem puder fazer algo não se dispuser a fazê-lo, os demais estarão
perdidos. O prêmio da boa ação é tê-la praticado.
